31 de dez de 2014

Mais um Ano que se Vai e outro que chega! Faça um ano diferente: Seja Feliz!


2014 o ano que não foi. Ou melhor, o ano que já foi. E leva com ele todas as dores do mundo. Ano de perdas irreparáveis, de medos profundos e angústias concretas.

Ano que quase morri, literalmente. Num exame feito para apaziguar um medo, uma biopsia de um tumor que tinha no colo do útero, consequências inesperadas: uma hemorragia forte.

No Centro Cirúrgico, prestes a ser sedada, me dei conta, que estava cansada do looping da montanha-russa da minha vida e que queria viver! Viver de verdade! Viver pra criar meu filho! Viver para SER FELIZ! Meu 2015 começou ali. 

Ainda não estou 100%, a hemorragia causou uma anemia grave que demora para ser tratada, com medicamentos, alimentação adequada e muito, muito repouso.No mais, a biopsia deu negativo e o tumor foi retirado. E até nisso a vida é engraçada, queixava tanto que queria férias, que consegui um repouso forçado. 

Desci da montanha-russa naquele centro cirúrgico, como disse no Facebook, meus pés ainda não estão firmes no chão. Mas, já comecei a dar meus primeiros passos, rumo ao desconhecido ano que se descortina na minha frente. 

Não tenho lista, nem planos, tudo que quero nesse 2015 e me redescobrir protagonista da minha vida! E agradecer. Todos os dias! Obrigada! Obrigada! Obrigada!

E para todos vocês que me ampararam de tantas maneiras nesse ano que passou: Muito Obrigada! E que 2015 chegue sorrindo para todos nós! E se ele não sorrir, Sorria você e escolha ser Feliz! Eu escolhi!

25 de out de 2014

O que não deveria ser

A pessoa não deveria ser a bruxa má. No entanto, desde que me entendo por gente, foi esse o papel que escolheu para si. Carinho? afeto? Poucos. As lembranças mais fortes são sempre de frases que insinuam culpas, mesclam-se de agressividade contida, frustrações despejadas... 

E em momentos em que peço apenas socorro, não ajuda física, financeira ou similares, mas apenas afetivas, recebo de volta acusações e frases que me fazem engolir em seco, e me prometer que nunca, nunca mais, vou querer olhar no olho dela. Mas, sei que sou idiota o suficiente, para amanhecer perdões e mais uma vez, justificar o injustificável.

21 de out de 2014

Explicando - sobre dores e acontecimentos


Tela Marcelo Daltro

Não que ela esperasse piedades e demonstrações de pena. Tampouco queria frases feitas e abraços/sorrisos vazios.

O que ela queria mesmo era o direito de sentir medo. de se sentir aflita e confusa. O que ela queria era abraços sinceros e calorosos. Daqueles que viram colo quando menos se esperam e mais se necessita.

Queria frases doces e não discursos repletos de certezas -  como assim, certezas?! Se nunca temos certeza de nada nessa vida?

Ah, ela queria apenas sentir-se acolhida e amparada. Sem cobranças de que ela estava fazendo Drama Queen. Ou mesmo que estivesse, ela queria ter o direito de fazer. 

Alias, todos temos o direito de fazer Drama Queen em algum momento da nossa vida!
Ter o direito de chorar escorrendo pelas paredes, com soluços e mucos  e no final, olhos inchados e sonolência. Todos temos esse direito! 

E, o que ela mais achava injusto, era a a ditadura da felicidade. Você vai superar! você vai vencer! Isso não é nada! Caralho, isso era tudo! Pelo menos para ela, pelo menos naquele momento!

E ela tinha a certeza de que não seria eterno. De que amanheceria cores e estaria pronta para enfrentar o que viesse. 

O que poucos entendiam é que ela não estava desistindo ou se entregando a dor. 

Mas era um momento necessário, para que ela reunisse todos os seus pedaços e começasse de novo. Ela que nunca soube desistir, não seria agora que aprenderia!

Mas, se permitir virar cacos, ajuda na hora de se recompor. 

E dali ela seguiria amparada pelas mãos que em todo o processo, estiveram sempre ali, prontas para ajudá-la a levantar de novo e mais forte que nunca, pro combate.

19 de jul de 2014

Blogagem Coletiva #ASemana22


Na última semana foi esse sentimento que cresceu dentro de mim. Então é isso: tá decidido, nada, nem ninguém vai mudar a minha decisão: Eu vou ser feliz! Eu sou feliz! E não essa felicidade utópica e comercial das capas de revistas.
 Felicidade é estar bem com você, 
mesmo que tudo ao redor não esteja!

E em cima dessa decisão, outras foram surgindo: Uma delas é que quero voltar a postar no blog, retomar o A Vida Sem Manual - mesmo que seja assim, através das blogagens coletivas. A escrita, assim como qualquer oficio é um eterno aprendizado e constante treinamento, e só escrevendo posso me aprimorar como a escritora que sonho ser.
Fernanda Reali

8 de jun de 2014

Yellow Monkey - Novo Membro da Família

No mundo ideal, nenhuma criança teria que passar por experiências dolorosas, mas infelizmente, o mundo não é ideal, mas real e os últimos meses viraram a vida dessa criança de ponta cabeça. Devido a vários problemas, tivemos que sair da nossa casa e virmos morar com meus sogros. Num bairro próximo, porém que precisa de ônibus para que ele possa ir ao colégio - optamos por não tirá-lo do colégio, para evitar maiores traumas.

Infelizmente, chegamos em Madureira quando estava num auge de uma guerra entre facções rivais e nossos primeiros noites foram quase em claro, ouvindo o estrondo dos tiroteios frequentes.

Por duas vezes ficamos presos no meio de um tiroteio e tivemos que procurar abrigo entre as poucas lojas abertas. Tivemos ônibus queimado em frente ao portão do prédio onde estamos morando e por mais de uma vez, não o levamos para o colégio devido aos tiros.

Nesse processo todo, o amor de todos os familiares ajudou a que ele superasse os medos, soubesse lidar com os acontecimentos da melhor maneira possível. Estar junto da avó que o amava e que não era só uma avó, mas uma companheira de aventuras e brincadeiras, uma amiga e presença constante na rotina dele, principalmente nos últimos meses; deu-lhe mais força e confiança para superar tudo.

Mas ai vem a vida e nos prega uma peça de péssimo gosto. Num de repente, menos de uma semana, a avó dele adoeceu e morreu. E ai, como fazer pra comunicar ao seu filho de oito anos essa morte?

Eu não sei se um dia lá na frente a gente vai entender o porquê dessa dor toda. Ou, se vamos apenas seguir em frente, sabendo que nunca vai ter explicação... Não sei, só sei que meu filho sofre. Uma dor aguda e tão profunda que de vez em quando o faz chorar por horas. E nessas horas meu coração se parte em milhares de pedacinhos, porque eu não posso consolá-lo. Não posso dizer que tudo vai ficar bem...

Foi então que surgiu o Yellow Monkey. 

Era um macaco de pelúcia amarelo, que era da Jane, minha sogra. O qual Dani achou, no dia em que minha cunhada estava arrumando as coisas da mãe. E o macaco passou a ter um novo dono. Que dorme com ele todas as noites. Que conversa quando acorda. Que virou seu companheiro de aventura. 


Não importa aonde a gente vá, se na padaria da esquina ou num passeio no Parque Lage, Yellow Monkey está junto. E desde o dia que o macaquinho passou a fazer parte da nossa família, Dani não chora mais. 

E eu tenho certeza de que foi minha sogra, lá do outro plano, onde se encontra agora que fez o macaquinho cair nas mãos dele. Para que assim, pudessem continuar as brincadeiras que foram estupidamente encerradas entre eles. 

Obrigada Jane pelo Yellow Monkey e principalmente, obrigada por ter sido uma pessoa tão especial na vida de todos nós! 

Agora o Yellow Monkey tem um álbum no Facebook com fotos de todas as suas aventuras! 

19 de mai de 2014

Nós que Nos Odiamos Tanto

Você sente que está vivendo numa sociedade estranha quando a frase que mais lê/ouve no seu dia-a-dia é "Eu Odeio..." complete com qualquer coisa, afinal, parece que a moda agora é odiar. A tudo, a todos, indiscriminadamente.

Tudo que te cerca parece repleto desse sentimento, que na minha hierarquia, ocupa um lugar destinado a poucos, muito poucos, na verdade, escrevendo esse post acabo de perceber que não odeio nada, nem a ninguém. Sou eu a estranha e é melhor começar a arrumar as malas pra ir pra Nave Mãe, ou a banalização de um sentimento tão pesado é uma constante?

Fui criada aprendendo que amar é mais bonito e faz melhor ao corpo e alma do que o ódio. Sempre aprendi que o ódio pode matar. A quem odeia e a quem é o odiado.

Quem odeia ter seu carro fechado num cruzamento, pode se sentir no direito de sair e simplesmente disparar vários tiros na direção do carro que o fechou. O adolescente que odeia ser tachado de qualquer coisa no colégio, pode achar que nada mais natural que juntar outros que odeiam como ele e espancarem outro adolescente até a morte... O jovem que odeia os diferentes, seja de etnia, time, religião ou sexual, pode acreditar que seu ódio justifique um linchamento daquele que se odeia... 
E poderia aqui continuar ad infinitum com todos as consequências do que o odiar banalizado pode fazer.

Na tv assisto em realitys, participantes simularem tiros em seus adversários do jogo. Na internet leio frases e posts insistindo que o certo é ser o errado, e que ser certo é chato. E sou odiada ao questionar isso...

E dai, tem meu filho, que tem seis anos e está apreendendo esse mundão de Deus, e dai tenho medo. De verdade, porque eu não quero ensinar meu filho a odiar. Não quero que ele cresça achando que ser bom é démodé, ou entediante... Mas, também não quero que ele seja vítima de uma sociedade que odeia demais. 

Querer mais amor e solidariedade é pedir demais? Menos ódio e mais tolerância é piegas? Pois que seja! Vou assumir aqui que sou entediante e piegas, mas mesmo sendo uma voz minoritária, tenho certeza de que pode ecoar pelo menos um pouco e quem sabe, assim como a moda muda, mude também essa sintonia do ódio e entremos todos na sinfonia do amor.

(texto escrito e publicado em 2012 e infelizmente continua mais atual que nunca)

29 de abr de 2014

Tempos Verbais

Teve um tempo em que ela sentia saudades daquilo que ainda não era. Angustiava-se com tudo aquilo que poderia ter sido. E sequer percebia que o que vivia lhe escorria dos dedos, como a areia dos castelos que construía na praia. 

Vivia tanto presa no amanhã, que suas teias se enredavam nos olhos e agrilhoavam seu peito. Que batia descompassado: Apressado demais em ter o futuro, não sabia a cadência suave dos segundos do agora. 

Já ele não. As correntes que arrastava eram tudo aquilo que já fora. Trazia na face, lembrança de eras. Era o passado nele que fazia também um batuque descompensado no seu coração. 

Se o dela soava acelerado em busca do que ainda não vivera. O dele lentamente se perdia nos rastros do outrora. E era essa dicotomia do tempo que os ausentavam entre si. Como conciliar o pretérito mais que perfeito dele, com o futuro do pretérito dela? 

Talvez sempre seguissem assim, separados por tempos verbais, mas nem a gramática pode quando sua conjugação vem no imperativo. Por amarem eles hoje, seguem juntos no infinitivo do verbo amor.

11 de mar de 2014

Seguindo a Maré

Mas ainda assim, esquisita, torta, confusa ou de viés, como diria Caetano. É a vida. E meus passos cravam firme suas pegadas na certeza de que a estrada chega a algum ponto. Onde, tenho fé, o horizonte se esparrama suave, mas em cores firmes, apontando que cheguei, (não aonde queria, pois nunca encontramos o ponto final, nem na morte, que é só passagem), mas aonde cravarei âncoras seguras pra reerguer novamente meus alicerces.
Até lá, sigo a maré. Não à deriva, pois encontrei meu norte, mais certos que GPS insistentes em apontar portos seguros inexistentes.

21 de fev de 2014

Blogagem Coletiva "#ASemana" 2 - Tudo Novo de Novo.

Essa semana foi divida entre caixas e decisões, sorrisos e lágrimas. Mudança foi/é a palavra chave.  Uma semana de dor latejante, mas com a certeza de que  "é o que pode/deve ser feito";

Sempre acreditei que a vida é aquilo que a gente vai construindo com nossas próprias mãos. Nossos pés sempre escolhem o caminho que naquele momento, lhes parece mais certo.

Se lá na frente descobre que o caminho foi errado, não dá para voltar atras e tentar "recaminhar" sobre as próprias pegadas. 

Maior que todas as leis, a certeza de que a vida segue. E, são nossos pés que definem nossos passos.

Foram meus pés que trouxeram até o final dessa estrada, lá na frente, tem um muro e continuar reto, só implicaria cabeçadas no concreto. Há que se aprender a importância de recuar. Dois passos pra trás, já dizia Lenin, pra que se enxergue melhor o caminho e possa visualizar outras estradas.

Todo ciclo que se encerra não da maneira desejada, trás embutido dor, insegurança, uma certa noção de que fracassamos.

Porque a gente cresce ouvindo sobre como ter a sua vida definidinha quando crescer: você tem que ser bom profissional, boa esposa, boa mãe, boa (acrescente qualquer coisa) - então quando você se descobre naquela idade cuja linha começa a descer, com sua vida toda de pernas pro alto. Dói. Dor que dilacera, pois você passa a ser aquilo que a sociedade diz pra não ser...

Mas, de novo, são seus pés que definem a caminhada. Tai o jogo zerado e de caixas e malas prontas pra começar tudo de novo. De tudo que aprendi nessa longa caminhada é que poucas coisas são verdadeiramente essenciais. De repente, o supérfluo é tudo aquilo que precisamos abrir mão para garantir a felicidade daqueles a quem você ama.




Paulinho Moska
Vamos começar
Colocando um ponto final
Pelo menos já é um sinal
De que tudo na vida tem fim

Vamos acordar
Hoje tem um sol diferente no céu
Gargalhando no seu carrossel
Gritando nada é tão triste assim

É tudo novo de novo
Vamos nos jogar onde já caímos
Tudo novo de novo
Vamos mergulhar do alto onde subimos

Vamos celebrar
Nossa própria maneira de ser
Essa luz que acabou de nascer
Quando aquela de trás apagou

E vamos terminar
Inventando uma nova canção
Nem que seja uma outra versão
Pra tentar entender que acabou

Mas é tudo novo de novo
Vamos nos jogar onde já caímos
Tudo novo de novo
Vamos mergulhar do alto onde subimos
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Essa postagem faz parte da Blogagem Coletiva #ASemana organizada pela Fernanda Reali.
Aproveita e vá ver como foi a semana das outras blogueiras.

15 de fev de 2014

Blogagem Coletiva A Semana

Durante um tempo participei da Blogagem Coletiva de Esmaltes que a Fernanda Reali organizava, porém a minha falta de disciplina em pintar as unhas acabou me transformando em personagem ocasional. Mas, é inegável o quanto essa blogagem mexeu com todas nós, de repente pintar as unhas não era só uma questão estética ou de vaidade, em muitos momentos houve uma catarse coletiva. Foi um momento de redescoberta, de transformação e principalmente, para muitas, incluindo a mim mesma nesse grupo, foi um processo de reconstrução da auto-estima. Parece estranho como um ato simples de pintar as unhas pode ser tão transformador, mas o fato de você reservar um tempo para se cuidar, te transforma. Aos poucos, você descobre que se amar é o grande barato da coisa e isso é transformador. 

Agora que a blogagem de esmaltes se acabou, Fernanda surgiu com uma outra proposta, e dessa vez, vou me disciplinar para participar de maneira mais eficaz. 

Dessa vez o convite é para que você fale da sua Semana, o que marcou (te marcou), fatos relevantes ou não, fotos, textos, etc 

Gostei da ideia por vários aspectos, mas principalmente para exercitar a memória afetiva, numa época onde tudo acontece tão rápido e o tempo parece voar, construir pilares daquilo que marcou faz você ter uma outra referência de tempo e espaço.

Para essa primeira blogagem coletiva, pensei em dividir minha semana em palavras, gosto desse recurso de dar nome a processos que envolvem várias coisas, facilita o meu entendimento. 

Dessa maneira a palavra mote da semana foi DECISÃO. Decidir sobre rumos que necessariamente vão transformar a mim e a toda minha família. Decisões difíceis, dolorosas que implicam em mudanças diversas - de casa, de vida, de bairro etc Mas que tem um objetivo maior (e melhor). Retirar dos ombros um peso complicado demais pra se continuar levando. 

A segunda palavra da semana com certeza é CRER. Não só no quesito fé, mas abrir o corpo e a mente para a certeza de que acreditar em algo é um passo dado para que ele se realize. Assim, iniciei a semana acreditando em projetos novos, e com isso em mente, colocando mãos a obra para que eles se realizassem. 

Essa coruja faz parte desses projetos novos. Estou incentivando marido Marcelo Daltro pintar e depois transformo suas pinturas em necessaires, bolsas e almofadas.
Essa foi a corujinha que virou necessaire.


Já tinha tempo que queria fazer um quadro desses pra mim. Desde que vi num post da Fernanda Reali. Aproveitei que ganhei uns retalhos de tecido adesivado da amiga Mônica Guedes e fiz meu primeiro quadro. Ainda tenho que acertar a mão em um monte de coisas, mas o passo inicial já foi dado, e, é isso que importa.

Outro projeto novo - ainda incentivando ao marido pintar - foi essa tela de gato que é a coisa mais linda do mundo e que vai virar o que você quiser! Pode ser bolsa, almofada ou quadro. É só participar do SORTEIO que tá rolando. 



A terceira palavra da semana é AMIZADE. No meio de todos os problemas, ter pessoas que te ouvem, te fazem rir, que te permitem fazer parte da vida delas é maravilhoso. Ajuda a dar leveza naqueles momentos complicados. 
Essa semana começou com presente vindo de uma querida - né Mõnica Guedes? se entremeou de conversas pelas redes sociais e telefone e se findou em abraços apertados, presentes e muita risada num encontro real. 
Estou sem foto das meninas, mas a recordação maior é o carinho envolvido nisso tudo! Obrigada Ana, Claudia, Clara, Chris, Fernanda, Jussara e Rogéria
Hummm... Delícia, mas não se engane, que essa fatia deliciosa é um super sabonete feito pela talentosa Ana Quevedo.

Esse cordão lindo foi presente da Rogéria! Amei amiga

Da Chris ganhei um kit de sabonete e óleo corporal Ylang Ylang - muito cheiroso e extremamente útil, né amiga? ;)

Uma nova semana se inicia, e essa já traz o nome gravado em ferro - MUDANÇA. Mas, esse é o post da semana que vem.

Para ver mais sobre a SEMANA - corre lá para visitar o blog da Fernanda Reali

8 de fev de 2014

Pé ante Pé

Demorei para entender que às vezes, as coisas simplesmente acontecem. Sem porquês, ou causas anteriores, apenas acontecem. 

Claro que em muitas ocasiões, são nossos pés que traçam o rumo da estrada que percorremos e tudo o mais é consequência das escolhas feitas anteriormente. Mas, em dado momento, as coisas acontecem sem que nada do que você tenha feito anteriormente tenha interferido. E, é nesses momentos que você oscila entre seguir em frente ou continuar ali, tentando entender o porquê. E, como não existem porquês, você apenas zanza em círculos, impotente demais para mudar o acontecido. 

E, é claro, quando você luta e dai percebe num determinado momento, que lutar é ainda a saída mais fácil, que o mais difícil é aceitar o que está ali e aprender a desistir. Entenda, que não é desistir da fé, mas desistir de dar murros em ponta de faca, desistir de dar braçadas lutando contra uma corrente que é mais forte do que seus braços. Aprender a lidar com a maré. Isso sim, é o mais difícil. 

Viver um dia de cada vez é entender que o pé direito sempre vai após o esquerdo, e é assim que construímos passos, talvez isso implique em caminhadas futuras, no entanto, concentrar apenas no pé que apoiá, sem pensar em mais nada, faz parte de um processo seguro anti-loucura. Pensar no que virá a seguir, ou no que nos espera na próxima esquina, ou ainda, na estrada que acabamos de deixar para trás, tudo isso implica em não seguir em frente. 

Mesmo que as lágrimas insistam, mesmo que a dor seja maior do que se ache capaz de aguentar, um pé sempre vai após o outro e os passos serão dado, rumo a algo ou algum lugar qualquer, que talvez seja melhor, ou não, a aquele que você está. Acreditar nos meus pés e passos. Talvez seja isso que esteja fazendo agora. Incerta dos rumos que se desenham perante meu olhos. Mas convicta de que é isso que posso fazer por hoje. E, por enquanto, isso é tudo que posso fazer, mesmo doendo.

(texto republicado, porque situações também se repetem)

4 de fev de 2014

Macarrão de Abobrinha com Carne Moida

Quase 3 meses de dieta e não rola comer macarrão. Dai a gente começa a buscar substitutos por ai. Em um programa de tv vi essa receita e resolvi dar um incrementada na mesma. E, mesmo não sendo muito fã de abobrinha, surpreendeu de tão gostosa!
A foto não ficou legal, mas o gosto é bom! rs

Ingredientes:
250 gramas de carne moída
2 abobrinhas grandes
100 gramas de  bacon
1/2 cebola
2 dentes de alho
2 gemas
1 colher de requeijão light

Preparando a Carne Moída
Tempere a gosto - eu bato metade de uma cebola e dois dentes de alho no processador, com 1 colher de azeite e sal a gosto.
Pique o bacon e coloque numa panela já com o fundo quente.
A medida que o bacon for soltando óleo, retire o óleo da panela, até o bacon ficar bem sequinho.
Quando ficar bem sequinho, coloque a carne moída na panela e deixe até ficar fritinha. soltinha e pronta pra servir.

Preparando a Abobrinha
Rale as abobrinhas com casca e tudo - se não tiver ralador, fatie bem fininha.
Coloque para ferventar durante dois minutos. Escorra.
Bata duas gemas e uma colher de requeijão.
acrescente a abobrinha já seca e coloque no fogo até fazer um creme.

Junte as duas, acrescente queijo parmesão se quiser e delicie-se! 



26 de jan de 2014

Excessos

Já não quero mais meias-verdades. Tampouco segredos sussurrados. Estou cansada das palavras meio-ditas, de afetos pela metade. de promessas não cumpridas. Cheia demais daquilo que não é dito, das entrelinhas.
O "talvez" e "se" e mesmo o "não" andam me entediando. Estou cansada do impossível; do "não pode", do "não te pertence" ou do "não consegue".

Ah, eu ando farta! Farta demais das impossibilidades!

Cansada de tudo aquilo que falta. Quero certezas e sins. E não pouco, ou pela metade! Quero o copo cheio! Quero a alma plena! O amor inteiro e o riso frouxo!

Hoje quero excessos!

16 de jan de 2014

Contradições

Eu falo das coisas que não deveriam ser ditas. Eu acredito em promessas, que sei que não serão cumpridas. Eu finjo sorrisos e anseio por abraços. Tem horas em mim que a felicidade jorra nos gestos, tem horas que falta. Sinto sozinha uma cidade repleta de faces. Eu fico em silêncio, rodeada de sons. Eu falo em angústias e procuro poesias. Contradições.

11 de jan de 2014

Pote de Memórias




A Dani Moreno do Blog http://www.danimoreno.com.br/2014/01/pote-de-memorias.html falou sobre o Pote de Memórias, propondo que ao longo do ano, anotássemos tudo que nos tinha feito bem no dia e colocássemos no pote e no final do ano lêssemos e pudêssemos ver quanta coisa boa nos aconteceu - ou até mesmo, num dia particularmente difícil, relembrar esses acontecimentos, como forma de acalentar o coração. Uma espécie de poupança afetiva. 

Resolvi fazer diferente, no lugar de um pote, fiz um saco de memórias, o coloquei num lugar especial, com caneta e papelzinho ao lado e começo hoje a depositar minhas pequenas felicidades.


Esse é o meu, mas achei tão lindo, que já disponibilizei na Bichos De Patch.

6 de jan de 2014

Minha Dieta Dukan

Vou confessar uma coisa. Nunca fiz dieta na minha vida. Primeiro porque até mais ou menos meus 30 e pouquinhos era magra que nem uma tripa. Comecei a engordar por fatores diversos, os quais contei num post anterior.

E a partir do momento que fiquei gorda, não me incomodei com isso. E não era porque eu não ligava pra mim, mas por achar que o meu conteúdo era muito maior que o meu físico. Sei que muita gente não acredita, mas eu realmente não ligava/ligo para o fato de ser gorda. Gosto de mim exatamente do jeito que sou: magra, gorda, alta, baixa, careca, com cabelo - minha auto-estima passa por aquilo que produzo, não pelo físico que tenho.

Obviamente, que quando você está gorda, a sua percepção dos olhares, dos comentários, das atitudes das pessoas, parece que aumenta. Sei que tem gente que nem percebe, mas a obesidade alheia o incomoda. Passa a ser desagradável você sentar num local para comer e ser foco de atenções, por que gorda não devia comer, ou ter suas compras de mercado julgadas e condenadas pelos magros da fila,  ou ainda não conseguir comprar roupa, a não ser em lojas especializadas no seu tipo físico.Mas, embora isso me incomodasse, não foi o fator primordial para me convencer que precisava emagrecer.

Comecei 2013 com quase 100 kg, fumando e com hipertensão. Durante boa parte do ano, tive problemas de saúde, alguns simples como enxaqueca, outros mais complexos, como crises de hipertensão e uma sensação de perda de visão - que me fez penar meses fazendo exames complexos. 

Então, se eu fosse resumir porque comecei a fazer dieta, diria que foi por medo. Medo, não da morte, mas de ficar presa a uma cama, sendo um fardo para pessoas que me amam. Medo de não poder ver meu filho crescer. Medo. Simplesmente medo.

Em abril parei de fumar, definitivamente. Eu já havia parado antes, quando fiquei grávida e não fumei durante cinco anos. Burramente voltei e fumei muito nos últimos dois anos. Hoje eu sei porque voltei. Quando parei, não parei por mim, mas pela criança que esperava, e cigarro, não tem jeito: você tem que parar por você, e tão somente por você. Tem que olhar o maço e dizer: eu não preciso mais disso. E se convencer diariamente disso. Cigarro é igual bebida, e tem que ser trabalhado o vicio exatamente igual.

Parei com o cigarro e comecei um processo de reeducação alimentar não só pra mim, mas para toda minha família. Revi algumas coisas que estavam erradas e fui tentando acertar.

Nesse período comecei a ouvir algumas amigas do Facebook falando sobre a dieta Dukan. Embora meu pré-conceito me fizesse julgar "como mais uma dieta modinha" - fui me permitindo ouvir mais sobre o assunto, ler um artigo aqui, estudar os prós e contras ali e aos poucos fui percebendo que essa dieta tinha sintonia comigo. Que mesmo sendo uma dieta restritiva, era restritiva com coisas que eu podia abrir mão. E os resultados eram bem rápidos e visíveis, era impressionante ver minhas amigas comentando que perderam, 10 kg, 20 kg ou 30 kg em período pequeno de tempo. 

Decidida a dieta, juntei marido e filho para explicar as mudanças e o melhor de tudo, foi não só receber o apoio do marido, como poder contar com ele na dieta! Fazer dieta junto é muito mais fácil. 

Tem mais ou menos 40 dias que estou nessa dieta e já perdi 10 kg - lembrando que teve Naral e Ano Novo nesse meio do caminho. rs Meu marido, já perdeu mais de 10 kg - homens perdem peso mais rápido.
Mas, o mais surpreendente foi o abdome, quando comecei a dieta tinha 117 cm de cintura. Hoje cheguei aos 97 cm - 20 cm a menos!!!!

Sei que tem muita gente que acha a Dieta Dukan bem complicada, cara, restritiva demais etc Mas, isso é só impressão, depois que você começa a entender as etapas, o que pode ou não, tudo fica muito mais simples.

Pra inicio de conversa, é uma dieta que segue quatro principios básicos:

1) Não pode carboidrato - significa que adeus pão, macarrão, alimentos feitos com farinha de trigo, alguns cereais, doces, açúcar
.
2) Você precisa beber água. No mínimo 2 litros por dia. - eu tinha uma dificuldade imensa de beber água, então passei a encarar a água como remédio. Tenho minhas garrafinhas de 500 ml, as quais me obrigo a beber durante o dia.

3) Faça exercício físico - o livro recomenda, 20 minutos de caminhada por dia. Esse costuma ser o grande obstáculo de quem começa a dieta. Não tenho tempo. Não tem lugar para caminhar perto de casa. Isso não é verdade. Não tenho dinheiro para academia, nem para aparelhos de ginástica. É sério. são desculpas que a gente arruma para nos sabotar. Tenho caminhado praticamente todos os dias utilizando as seguintes artimanhas, tenho que ir ao mercado, opto sempre pelo mercado mais distante. Se tenho que resolver alguma coisa em um bairro próximo, vou à pé. Se tem escada, dispenso o elevador. E assim tenho garantido meus exercícios diários.
Recentemente descobri os dois degraus da minha porta, tenho uma mini-escadinha, e tem uma semana que faço step nesses degraus. . 

4) Coma Farelo de Aveia -além de ajudar a emagrecer, reduz o colesterol e auxilia no processo digestivo, evitando a prisão de ventre.

Grave isso. 

E leia o livro: "Não Consigo Emagrecer" de Pierre Dukan - nesse livro é explicado de maneira clara e tranquila, o porque de se cortar os carboidratos, o que você pode ou não comer e as fases da dieta, que é dividida em 3 fases:

A Fase de Ataque - que é bem restritiva, não pode comer nada, com exceção de proteína, laticínios e farelo de aveia. Essa fase é curta, dura no máximo 6 dias. 

A Fase de Cruzeiro - que é mais demorada, mas que já inclui nas refeições verduras e legumes - Nessa fase não pode frutas, mas eu não consigo ficar sem, então acrescentei por minha conta, fruta três vezes por semana. Faço smoothies e tomo uma vez ao dia. Nessa fase, você irá alternar dias de proteína pura com proteína e legumes/verduras

A Fase de Consolidação - que é quase o final da dieta, onde o cardápio vai aumentar, quase não vai ter restrição. 

E o encerramento da dieta, que é a Estabilização, onde você atinge o seu peso ideal.

Para saber mais sobre as fases e quanto tempo você vai ficar em cada uma, acesse o site oficial da dieta:   https://www.dietadukan.com.br/ e faça a avaliação - que é gratuita. Mas, se você quiser um acompanhamento mais personalizado, com orientação de uma equipe especializada, você paga uma taxa e garante tudo isso. 

Eu, particularmente, por falta de grana, estou fazendo sem essa orientação. Tenho um pouco mais de trabalho de pesquisar receitas, dicas, mas é a vida. rs

Agora é imprescindível que você faça a avaliação - pois só ela te dirá o tempo que você vai ficar na Fase de Ataque. 

Pesquisando na internet você vai achar várias coisas legais, sugestões de cardápio, receitas, dicas etc No Facebook tem vários grupos de apoio.

Algumas coisas que me ajudam muito nessa dieta - iogurte desnatado e gelatina diet salvam a vida das pessoas. rs Quando bate a necessidade de doce, só a gelatina salva. Mas, evite as gelatinas que tenham em sua composição aspartame! Opte por aquelas que utilizarem stevia como adoçante. Vou falar sobre isso em outro post, mas evite adoçante sintético. Faz mal, de verdade!
Ah, e você pode comer gelatina diet na Fase de Ataque!

Abaixo uma lista de sites que ajudam:
http://euseidisso.com.br/tag/dieta-dukan/  - da Sandra Peres, ajuda sempre que preciso tirar uma dúvida ou quero um cardápio diferente.
http://www.dietaereceitas.com.br/receitas-dukan - Tem receitas para cada uma das fases.
http://cruzeirodukan.wordpress.com/ - outro blog de receitas que vale a pena.

Esse é o primeiro post que falo sobre esse tema. Quero falar mais e contar minhas experiências culinárias nessa dieta. Próximo post, vou dar a receita do iogurte desnatado caseiro! 

5 de jan de 2014

Saber Ser

Ela sabia que poderia ser feliz se enxergasse a vida com olhares menos carregados de nãos, se pudesse, pelo menos por alguns instantes, acreditar em livros de auto-ajuda. 

Ela seria feliz com certeza, se fosse capaz de acreditar em fadas, duendes, fantasia e príncipe encantado. Se carregasse menos incertezas na face e menos impossibilidades nas mãos. Se ela se ativesse mais nos sonhos e menos no despertar. Ah,sim! Ela seria muito feliz.

Se o coração batesse menos descompassado, se a cabeça não girasse tanto repleta de ansiedades, se fosse capaz de enxergar o fim do arco-íris, se tivesse uma flor amarela na janela... A felicidade faria parte da sua vida, ela sabia. 

Sabia também, que se não soubesse tanto, se intuísse mais, se cantarolasse àquela canção romântica, se não se preocupasse tanto com as calorias consumidas, e não se importasse com o sumo da fruta escorrendo no queixo, a felicidade seria a companheira de todas as horas. 

Mas o que ela sabia de verdade, era que talvez se não falassem tanto em como ela deveria ser feliz, se a felicidade não ficasse tão exposta em banca de revista, se não a transformassem em produto obrigatório, em fórmulas perfeitas e redondinhas de como ser e proceder para ser feliz,  talvez, ela até pudesse ser feliz. No entanto, com tudo isso que sabia, ela não sabia se aquilo era o que queria ser.