25 de out de 2014

O que não deveria ser

A pessoa não deveria ser a bruxa má. No entanto, desde que me entendo por gente, foi esse o papel que escolheu para si. Carinho? afeto? Poucos. As lembranças mais fortes são sempre de frases que insinuam culpas, mesclam-se de agressividade contida, frustrações despejadas... 

E em momentos em que peço apenas socorro, não ajuda física, financeira ou similares, mas apenas afetivas, recebo de volta acusações e frases que me fazem engolir em seco, e me prometer que nunca, nunca mais, vou querer olhar no olho dela. Mas, sei que sou idiota o suficiente, para amanhecer perdões e mais uma vez, justificar o injustificável.

4 comentários:

Fernanda Reali disse...

Já vi esse filme e não vale a pena ver de novo. Como está bem escrito em A Carícia Essencial, cada um só dá o que tem. Não adianta esperar que uma pimenteira te dê rosas.
Beijo, conta comigo!

Rogéria Ferreira Thompson disse...

Sei um pouco como é isso... parece que não há esperança de mudança...
Força, amiga!! Bjão!!!

Maria Teresa Valente disse...

Patrícia, não espere dos outros, faça você a diferença e não se permita ser maltratada. Se não tem jeito, evite, procure quem te faz bem, quem te valoriza. Abraços carinhosos
Maria Teresa

Bel disse...

Flor, perdão não é idiotice. E o efeito dele é benefício mais para quem dá do que para quem recebe (e às vezes nem se dá conta desse presente).
Mas na verdade, o que precisa ser pensado é: a proximidade desta pessoa vale o sofrimento? Minha opção, "pra não pecar", é me afastar de gente assim. Sei que nem sempre é possível, mas...
Ah, e, sim, eu imagino de quem você está falando. ;)
Amo você, mesmo que não estejamos nos falando sempre...