23 de set de 2010

O Desaparecimento da Pequena

Tudo começa com a avó indo pegar um copo d´água pedido pela neta. Nove horas e a menininha sapeca de 3 anos inventando tudo quanto é tipo de desculpas para não dormir.. Quando volta da cozinha, percebe a ausência da mesma na cama. Suspira fundo e procura a menina pelo quarto, não encontra e vai atrás, já disposta a dar uns puxões de orelha. Mas a criança também não está na sala. Nem no banheiro, nem no outro quarto, nem em nenhum outro cômodo da pequena casa.

Sente o coração gelar. Olha a porta, que aparenta estar fechada a chave e a janela aberta, sem grades e as pernas já bambeiam. Grita o nome da pequena, ameaça de surra, promete doces e beijos e apenas o silêncio responde seus apelos.

A filha, mãe da pequena, chega nesse exato instante, a porta se abrindo de repente, faz a avó sair da apatia. Quase chorando, explica o drama a mãe da desaparecida, que joga bolsas e livros pelo chão e junta-se a ela em sua busca.

Batem na porta dos vizinhos, descem as escadas, procuram em cada vão, em cada canto do pequeno prédio.

Logo a vizinhança também está procurando a menina. Alguém, sussurrando, receoso de tal atrevimento, pergunta se já verificaram as janelas. Num silêncio mortal, tremendo e suando frio, é a mãe que segue em direção a janela. Quase desmaia de alivio ao olhar o pátio limpo, sem nenhuma criança estendida.

Este último esforço, faz com que não se agüente mais em pé, agora chora, angustiada, já pensando em seqüestro, ou coisa que o valha...

De repente, um súbito pensamento cruza sua mente e corre em direção ao quarto e é lá que lembra de um último esconderijo, o gabinete da velha máquina de costura. Abre a porta num supetão e é saudada pelo mais belo sorriso e a palavra que ficará guardada em sua mente para toda a eternidade: - Acho!

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Post verídico, mas de lembranças inspiradas num causo da @FernandaReali contado na aula de costura de hoje.

10 comentários:

Bel disse...

Ah, o gabinete da máquina de costura de minha avó era local certo nas brincadeiras de esconde-esconde!!!

Elis (Coisas de Lily) disse...

Não dá vontade de dar umas palmadas??
Mas o alívio depois é tanto e a carinha de sapeca é tão fofa, que o perdão é imediato.
Aprontei muito com minha mãe...rs.bjs!

Fernanda Reali disse...

Dá vontade é de embolachar!!! ahahahaha Que ódio que dá, credo!!!

Clau Finotti disse...

Menina, não é que lembrei que eu fazia o mesmo, na casa da minha avó... esse post foi uma viagem ao passado... esconder ou simplesmente brincar de dirigir carrinho no pedal da máquina de costura... que post delicioso!

Bjus.

Clau

orvalho do ceu disse...

Olá, Patrícia querida
É PRIMAVERA!!!
Novo tempo!!!
Tempo de brincar como vc nos postou... Legal!!!
Tempo de cantar com as flores...
Aqui em minha cidade inauguraram uma floricultura... que gente mais original!!!
Sabe, amiga, ouvir música... cantar... me faz pulsar o coração também... Respiro e solto o ar... suspiro... sou feliz!!!
Entoando sempre uma melodia não há FELICIDADE que se acabe...
De repente me surpreendo cantalorando... quando estou em TEMPO TRANQUILO...
Se não, as lágrimas embalam minha piedosa canção...
E agora, nesse tempo temos a presença majestosa das flores...
Um grande abraço primaveril.
Bjs floridos.

Nira disse...

Putz. fiz igualzinho com a minha mãe. Só que eu tytinha dois anos e meio e me escondi dentro do guarde roupas. Até hoje ela conta pra todo mundo. Já iam até dar parte na olícia, rsrsrs.

Giuliana: disse...

Bate uma nostalgia, nos remete à infância, e a gente para meio boba e fica rindo atoa.
Realmente, dá vontade de dar palmadas, de apertar, mas também de abraçar, afagar, beijar e acarinhar.
Meu irmão mais novo aprontava poucas e boas e uma vez entrou em uma parte das estante que ficava vazio e fechou a porta, dormiu. Minha mãe quase enlouqueceu, e quando nos restou este único lugar a procurar, deparamos com um serzinho dormindo tranquilamente..rs

Beijos, Paty!

Jurubeba disse...

Eu era uma criança muito certinha e não metia sustos nos meus pais e avós, mesmo morando numa casa enorme.

Mas sei de diversos 'causos' iguais a esse, dá uma aflição, hein?

Beijocas

Matheus Farizatto disse...

Ah, mas eu dava umas boas palmadas nessa criança! ELA N.U.N.C.A. MAIS IA SAIR DA CAMA ATÉ EU CHEGAR COM A ÁGUA! ahuahuahuahuaha

Mariane Prospero Polins disse...

Menina, que aflição e que alívio, tenho uma pequenina também e sofri junto com a mãe da história! rs