14 de ago de 2009

Pulsar

Não faço planos, são feitos de espuma do mar, não posso pegá-los com as mãos, pois deslizam por entre os dedos, criando sulcos na alma.

Cavalgo em estrelas selvagens, buscando a casa das palavras proibidas.

Não tenho sonhos, são feitos de nuvens, desfazem-se no toque das mãos.

Teço palavras com o fio das lembranças dos amores esquecidos.

Não creio em amores, são teias de aranha imaginárias, iludindo com o seu efêmero brilho, aprisionando os que com ele se encantam.

Construo castelos, erguidos em noites insones, regadas de vinhos, odores e orgasmos. E vivo. Sentindo o gosto da vida em minha boca, o real pulsando em minhas veias, acompanhado pelo arfar constante do meu coração.

Nenhum comentário: