23 de mar de 2011

Bem Me Quer

Desliza os dedos pelas folhas, suavemente retirando pétalas. Bem-me-quer, mal-me-quer, o que será que o destino lhe reserva? Amor não se escolhe! Frases ditas e repetidas por todas povoam sua mente. Por isso suspira, a espreita da próxima esquina, aonde surgirá o amor encantado que um dia sonhou nas estórias infantis. 

Ao lado, cavaleiro errante, mal percebido, pois suas lentes focalizam o homem inexistente. Aquele que em noites insones a faz debulhar folhas de uma pobre flor. Expectativas do acaso, sem perceber que o destino não se escreve em linhas indômitas, mas antes, desenhado em traços por nossas próprias mãos. 

E se hoje chora, suspirando um amor não correspondido e pensa que sua sina é a dos homens errados, deixa escapar a última pétala, um bem-me-quer perdido por mãos descuidadas.

5 comentários:

Maraguary disse...

Que coisa linda!!! Emocionei! Você é fantástica, mulher!!!

Giuliana: disse...

O verdadeiro conto de amor da vida real. ;oD

Beijos

Lola disse...

História em forma de poesia...gostei!!!

Bjs

PS: Pati...seu blog continua aparecendo sem atualizar no meu blogroll...o que será???

Fernanda Reali disse...

Amiga, vim ver se tu estás melhor! Já mandou a virose embora???

Lindo texto, delicado como tu.

beijooo

Dona Amélia disse...

É triste constatar que tantas vezes idealizamo e que muita gente ainda faz isso... É uma pena pq toda idealização remete ao perfeito e perfeição por essas bandas q habitamos não existe né, assim, só nos sobra decepção e muita frustração.

Mas ainda bem que a gente aprende a retirar o véu de maya antes que seja tarde demais! ;oD

Depóis desse blá blá blá todo, eu tenho que dizer que adorei!! ;oD

Xêros, mana!
Paty