3 de fev de 2009

É Proibido ser Feliz!

Nossa Vênus platinada mais uma vez estipula as regras do jogo, tal qual menino mimado que só libera a bola se for para ganhar. Eis que a alegria está proibida. Ser feliz é quase uma ofensa (ninguém pode ser engraçado o tempo inteiro! Já rotulam), fazer palhaçadas, brincar, aproveitar o momento para descobrir a criança interior é crime em qual código penal? 

Já não é a primeira edição do programa que isso acontece. A idéia mor do programa que é retratar a realidade em forma de show se perde em busca de padronizações. É preciso seguir um roteiro de como ser ou não ser para se transformar no astro da grande deusa televisiva. A vida enquadrada em um maniqueísmo de heróis e vilões, não permitindo o real em suas entrelinhas. Não há espaço para o ser humano no Big Brother!

Condenam-se participantes mais brincalhões de falsos, jogadores, mascarados, personagens, etc, Mas, não somos todos nós também personagens? Não carregamos nossas máscaras no dia-a-dia? Eu, com certeza seria logo rotulada de fake no BBB, afinal, prefiro fazer rir a me lamuriar. Só quem já conviveu com vários episódios depressivos sabe o quão importante é saber fazer rir e aprender a rir! Por isso, admiro quem faça isso também.

Vejo nesse BBB9 jogadores que não negam o fato de estarem jogando, (o que alias seria uma incoerência negar, se o programa é um jogo, não estar jogando seria um passo para a esquizofrenia!), mas optaram por um jogo mais leve, menos “vote-no-fulano” e mais conquistarem os que estão assistindo. E sim, confesso que o quarteto Max, Fran, Flavio e Priscila me conquistaram. Minhas tardes assistindo o ppv ficaram mais leves rindo das besteiras que eles fazem e falam. 

Lembram-me amigos queridos dos quais me afastei ao longo dos anos. Remetem-me a um tempo onde eu também falava e fazia essas mesmas besteiras. Tinha muitas edições que eu não me sentia tão em casa com um grupo de participantes.

Mas, infelizmente, a alegria é proibida. E gradativamente percebo nas edições a necessidade da construção de vilões e mocinhos, a alegria sendo editada e distorcida de tal maneira que se transforma em aberração. 

O apresentador, que deveria ser imparcial, não disfarça seu incomodo. Ignorando, às vezes sendo quase rude, com os que ousaram tentar fazer do BBB9 um espetáculo real, nem preto, nem branco, mas composto de uma matiz infinita de cores!

Pelo último paredão, a dupla do quarteto (Pri e Max) voltando com força total, mostramos que não queremos esse jogo de bem versus o mal, que a emissora tenta nos empurrar, queremos as cores das tatuagens de Max, o ruivo de Flávio, a morenice brejeira de Priscila (essa merece um post a parte) e o colorido quase surtado da Fran! 

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