23 de out de 2012

Geração Espontânea?


Eles surgem de repente. No inicio tímidos, apenas figuram em algumas páginas na internet. Se agradam, começam a se proliferar e logo atingem o status de spam, percorrem então o espaço virtual na velocidade da luz. Grupos de discussão, blogs, sites, e-mails, etc. No meio do processo, na maioria das vezes, perdem a autoria. Circulam então, cão sem dono, renegados ao anonimato do autor desconhecido.

Mas, tem sempre os que se apiedem dos pobres e resolvam levá-los a adoção; E ai, segundo critérios que só Deus para explicar, os textos começam a ser vinculados à Cecília Meireles, Machado de Assis e a globais variados. 

Com algum esforço podemos identificar os métodos que indiquem o porquê das escolhas dos autores, Machado de Assis – crônicas comportamentais, Cecília Meireles ou Clarice Lispector – poesias,Heloisa Perrisé e afins – comédia sobre o universo feminino, Luiz Fernando Veríssimo – comédia sobre o universo masculino, auto-ajuda em geral – Pedro Bial. E ainda tem os que preferem personalidades atuais(seja de qualquer área), para atribuir autoria.

O problema é que não dá para atribuir a Machado de Assis um texto que verse sobre absorventes femininos, tampouco rimas que unam leu com céu como de autoria de Cecília ou Clarice, Fernando Pessoa falando sobre tvs? Definitivamente, não dá!

Isso estou falando de textos ruins, mas tem os textos, muito bons, de vários anônimos que percorrem a rede sendo creditados a outros. O que me faz pensar: Será que quem altera a autoria dos textos, ache que o Inagaki do Pensar Enlouquece ou a Karina do Mafalda Crescida não sejam bons o suficiente para seus escritos? E outros, tantos, que tiveram seus textos arrancados de si e distribuídos como de outrem, (eu mesma me enquadro nessa categoria com o texto "Querido Diário", que me foi roubado, distribuído sem a minha autoria e publicado em vários lugares, incluindo sites estrangeiros e jornais).

O que faz um texto virar spam? A qualidade do mesmo? A identificação do que está escrito com quem lê? Acredito que isso é um mistério, quase indecifrável, tipo “Tostines vende mais por que é fresquinho ou é fresquinho por que vende mais?” – mas, não importa o mistério, o principal é criarmos um hábito nesta terra de liberdade que é a web, o de pesquisar autoria antes de publicarmos um texto recebido. É rápido, fácil e o Google não morde ninguém.

Caso queira saber sobre outros casos de apropriação indébita de autoria, leia o Autor Desconhecido – de Van Lampert. É um blog de utilidade pública que mesmo desativado, ainda ajuda não só o autor a resgatar seus textos, mas támbem a tirar dúvida sobre textos que por ventura tenhamos recebidos.

Além dos textos que viram spam, outro mal tem assolado o terreno virtual recentemente, são os textos copiados e publicados, algumas vezes como se fosse da pessoa que copiou, outras, até põe o link, mas sem avisar a fonte original e com modificações. Isso é sério, é ilegal e tem nome, se chama PLÁGIO!  A Elaine Gaspareto - do blog Um Pouco de Mim,  tem sido alvo disso com uma frequência absurda!

Então, fique atento, pegar algo que não te pertence - seja foto, texto, música, etc - publicar ou distribuir sem a autorização prévia do autor NÃO PODE! 

Dizer que você escreveu algo que pertence a outra pessoa, obviamente, também NÃO PODE! E não adianta, acrescentar ou retirar nada, o texto/imagem /post continua NÃO SENDO SEU!

No mais, use na net a mesma fórmula de sucesso que deveria ser usado na nossa vida: "Não faça com os outros, o que você não quer que façam com você."  Funciona e muito!


P.S – se esse texto for parar na sua caixa de correios sem autoria, lembre-se de quem escreveu. ;o) 

Um comentário:

Lúcia Soares disse...

Patrícia, desde que comecei na internet que procuro saber a autoria dos textos que leio. Com isso, já conheci uma capixaba que morava em outro país, conversei com ela por e-mail e ela me passou seu blog (que está desativado) onde li textos lindos. Sempre procuro no Google, desconfio de muitas autorias por aí. Mas o próprio Google dá informação errada, ou seja, mostra os blogs onde os textos estão inseridos e acabam virando verdadeiros. Confio desconfiando.
Ontem mesmo publiquie o poema Laços e Abraços, que tem dona e é atribuido a um autor antigo. Pela própria linguagem, como vc observou, dá pra desacreditar da autoria.
Outra coisa: quando publico texto de alguém, que chamo de "emprestados", faço um preâmbulo ou esclareço no final, e normalmente recebo comentários elogiando A MIM, pelo texto...Quer dizer, as pessoas ainda leem correndo, sem se apreceber dos detalhes da postagem...
Adoro seu texto.
Beijo!