8 de jul de 2012

Blogagem Coletiva Esmalte e Bonecas

Ao pensar nesse tema, esmaltes e bonecas, algumas lembranças foram despertadas. Muitas coisas já deixadas para trás vieram à tona, naturalmente. Todo o post veio num de repente, com imagens e sentimentos que me surpreenderam.

De família com poucos recursos, morávamos em bando na casa do avô. Eram dois casais de tios e seus respectivos filhos, eu e mãe e, claro, avô e vódrasta num pequeno apartamento de dois quartos. A situação financeira definia que brinquedos eram supérfluos e deveriam ser coletivos, dessa maneira, ganhávamos brinquedos que serviam tanto para menino, quanto para menina. Foi assim que até os sete anos, nunca tinha ganho uma boneca. 

Aos sete, meu avô, após uma viagem de trabalho chegou com Elisa, a boneca. Ela era grande, loira, de cabelos longos e lisos, pele clarinha e, tinha grandes olhos azuis. A boneca mais linda do mundo. Tudo aquilo que uma menina de cabelos "ruim" e pele morena fora ensinada a considerar belo! Elisa me acompanhava para todos os lugares, dormia comigo, comia ao meu lado na mesa, etc Eu olhava para a boneca e pensava que queria ser ela.

Mas, o destino da boneca foi trágico, como disse antes, tinha dois primos e eles tinham planos para Elisa. Um dia, descuidei e a pobre virou experiência nas mãos dos dois pequenos cientistas do mal. Quando a encontrei, ela já estava sem as pernas, careca e de boca roxa de canetinha. Chorei por Elisa, por mim e pela surra homérica que levei por não cuidar da boneca devidamente...

Um ano depois, chegou o Pipo - acho que era esse o nome, um boneco que parecia um bebê e de revolucionário trazia um pênis entre as pernas. Você dava mamadeira e ele fazia xixi! Era fantástico, e até os primos queriam brincar de dar mamadeira pro boneco, e vê-lo mijar! Logo descobrimos que colorir a água e colocar na mamadeira do boneco, fazia xixi colorido e isso virou uma sensação! Pipo viveu muito tempo ao meu lado, acho que o tive como companheiro até entrar na adolescência...

Dai cresci, na luta sempre e aprendendo que ser loira e de pele clarinha não era o único sinônimo de beleza. Que cabelo "ruim" não existia e que ser eu mesma era o melhor que podia desejar ser!

Mas do que isso, aprendi que eu poderia fazer minhas próprias bonecas e há seis anos, elas me fazem companhia, lindas e delicadas, todas em tecido e com uma característica única, em cada uma delas, tem um pouco do sonho da menina que fui.


Podem ser loiras, como Elisa, morenas, asiáticas, não importa, todas são criadas com amor e imaginando o sorriso daquela que as receber...
Ando, atualmente, apaixonada por matrioskas, essas mulatinhas são o meu xodó, feitas à pedido da querida Natalia.
Para a blogagem deste sábado (tô atrasada, mas pelo menos tá saindo) rs escolhi, é claro, minhas paixões atuais, as matrioskas, aqui bonecas em formato de porta-recados. Nas unhas, esmalte Catwalk da FH Fashion
Gostou das minhas bonecas? Lá na Bichos de Pano tem elas e muito mais! E todas essas bonecas podem ser vistas e encomendas lá na lojinha - Bichos de Pano!

E você pode saber mais sobre bonecas e esmaltes correndo lá no blog da Fernanda Reali! Não sei o que tá mais bonito, se as unhas da mulherada, ou as bonecas escolhidas!

12 comentários:

Diacuy disse...

Matrioskas mulatinhas, só na cabeça de alguém muito criativo e sensível.
Amei.
bj

Zizisantos disse...

Adorei todas as histórias da B.C. da Fernanda, onde cada uma contou a sua.
Ainda bem que você agora, tem suas próprias bonecas.
Judiaçao o que fizeram com sua primeira boneca, mas criança é criança, adora pintar com canetinha os olhos e os lábios de toda boneca.
as matrioskas mulatinhas são minhas preferidas.
Adorei o seu esmalte Catwalk.

beijos
Zizi

Hilsa Camargo disse...

Lindas as bonequinhas que você faz... antigamente era assim mesmo, tínhamos umas poucas bonecas e só. Hoje em dia as meninas tem tantas bonecas que nem sabem com qual brincar.

Beijocas

www.vidabonita.com.br

Lola disse...

Bonecas com final trágico...quem nunca??? hahahah Criança tem disso: terrorismo. rs
Adorei as bonecas que vc faz!
Bjs Pati!

Dani disse...

Patrícia, vc escreve tão bem que consegui estar em todos os lugares que descreveu.

Bonecas como supérfluos, primos danados e um único tipo de beleza a ser alcançado - sei bem o que é isso.

Amei as matrioskas negras. Como a Lola lá de cima falou, só com muita sensibilidade mesmo...

Cheguei até aqui através da Fernanda Reali e me encantei.

Beijo

Um espaço pra chamar de meu disse...

Noooossa, que história!!! Fiquei com pena de vc ter apanhado por não ter cuidado das bonecas...
Suas bonecas são lindas, um sonho para qq menina!!!Parabéns pelo trabalho!!! Bjs!!!!

Adriana Balreira disse...

Pat,
Adoro matrioskas, sou uma amante da história russa. Tenho 3 delas todas vindas especialmente de lá. Essas suas são lindas demais.
Acreditas que quando pequena não gostava dessas bonecas que faziam pipi, e falavam, gostava mesmo das de pano. Mas tadinha da Elisa.
Beijos
Adriana

Artes da Mel disse...

Lindas as suas bonecas e seu esmalte!
Bjs
Mel

Ana disse...

Suas matrioskas são lindas, parabens!
Seu post é lindo, show

Beijos e uma linda semana.

Ana

Sun Moretti disse...

Amei as suas matroskas que lindas.Eu tive um bonceo que fazia xixi, mas era Maneco e pesnei aora:Nossa eu deveria ter dado leite colorido para ver tbem..hahahha..eu quero ele de volta!Bjsss

Clara disse...

Oi, Patrícia... que história! E a gente nunca esquece, né?

Adorei as bonecas de pano, muito fofas e lindas!!!

Beijos

luallessi disse...

Eu não tenho filha, mas se tivesse creio que enquanto EU pudesse escolher as bonecas dela, ia dar essas de pano...Nada de Barbie e similar.

São fofas, quase aconchegantes, né? Pena que hoje em dia sejam mais pra decoração mesmo, pra brincar a meninada cada dia curte menos. Eu acho uma pena.

Belo trabalho.