17 de fev de 2010

Vidas em 140 Caracteres

Ela pedia ao mundo silêncio. Um emudecer profundo, apenas para que ela ouvisse o barulho daquilo que se quebrava dentro dela.
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Quando soube que caçava borboletas, terminei. Impossível continuar com alguém que podava asas.
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Ainda era noite e as lágrimas não cessavam. O pior, ela sabia, e que o sol não traria novos sonhos, apenas mais um dia como outro que se fora.
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Mas, você não vê? Não sou eu ali no espelho. Não, não pode ser. Eu sou aquela outra, a que passa através dele para cavalgar unicórnios.
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Pra você que está procurando àquela que um dia fui. Esqueça. Já não há mais nada dela aqui. O gris embotou meus olhos.
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Procura uma pessoa feliz? Esqueça. Trago a tristeza de décadas. Talvez de eras inteiras. A felicidade não me pertence. Pode me entender?

4 comentários:

.Intense. disse...

"Impossível continuar com alguém que podava asas."

*.*

Isso me fez pensar em fadas.
Freud explica.

DILERMArtins disse...

Mas bah, guria.
Lindos micro contos, te desejo asas fortes.

Glorinha disse...

Nossa paty que lindo!!!
"vida que segue"
Estava sumida pq estava sem computador, queimou Uo!!
bjooda gorda

A Itinerante - Neiva disse...

Patrícia,

Todos muito belos e poéticos. Pena a melancolia que expressam. Gostei muito do quarto. Unicórnios são comigo mesma. rsrs

Beijokas