28 de abr de 2016

Os Últimos Dias da Democracia

Ao ler que os Senadores exigiram que se retirassem das atas a palavra "GOLPE" proferida pelo Nobel da Paz, argentino Adolfo Pérez Esquivel, no seu pronunciamento hoje no plenário do Senado, fico pensando como uma palavra tem tanto poder. 

 Assim, como os que implantaram a Ditadura em 1964 se recusavam a falar que aquilo era um Golpe Militar, preferiam referir ao ato como Revolução de 1964. Foram necessários mais de 30 anos para que se assumisse que tinha sido um GOLPE sim. 

Mas, afinal, o que é um golpe e porque incomoda tanto essa palavra? Ao pé da letra, GOLPE é um ataque. Ataque a algo ou alguém. Depor uma presidente sem crime de responsabilidade - só para resumir, mais de 1500 juristas internacionais, foram claros em expor que pedaladas fiscais não são consideradas crimes de responsabilidades. Voltando então. Depor uma presidente sem crime de responsabilidade é um GOLPE sim. 

Um ATAQUE a aquilo que é mais sagrado, nossa DEMOCRACIA! E, por saberem-se golpistas é preciso que esta palavra seja retirada de atas, de imprensa, que não chegue ao povo. Pena, caros Senadores e Deputados, que já chegou. 

O povo sabe que o que se arma a cada dia, é um GOLPE - sim, vocês entrarão na história como GOLPISTAS. Que atacaram a Democracia. 

E a coisa é tão descaradamente triste, que ainda estamos discutindo o tema no Senado, e o vice já escolhe a céu aberto, seu ministério. Já apresenta aos jornais, seu projeto de governo. Deixando claro que essa discussão no Senado é apenas uma encenação para constar. Que as moscas todas, já estão em polvorosa, só aguardando sua cota de merda que lhes será destinada. 

Triste fim de um país. Triste fim de uma nação. 

E enquanto isso, os batedores de panela se calam, alguns felizes, pois seu objetivo era apenas tirar o PT do poder e as poucas conquistas sociais que o povo mais pobre teve acesso. Outros, sem entender o que está acontecendo. 

Sobre a corrupção? Acabou, meu bem, ou você acha mesmo que Cunha, Aécio, Calheiros, Temer e tantos outros vão se entregar? Ah, sim, o golpe final será a prisão de Lula, pelo sítio e triplex, mesmo sem provas. Enquanto as contas no Exterior, as empresas offshore, as propinas de milhares de dólares, os apartamentos em Paris, isso tudo, vai para baixo do tapete. 

Meu único consolo, é que a História, não costuma ser seletiva nas suas consequências, no final, seremos todos os perdedores

2 comentários:

Adh2BS disse...

A história não é "escrita pelos vencedores"? Não lembro quem disse isso. Mas Deus nos defenda!
Adh2bs (comentarista tardio...)

João Luiz Pereira Tavares disse...

Viva 2016!

Em 2016 houve fato fabuloso sim, apesar de Vanessa Grazziotin falar que não, dessa forma equivocada assim:
“O ano de 2016 é, sem dúvida, daqueles que dificilmente será esquecido. Ficará marcado na história pelos acontecimentos negativos ocorridos no Brasil e no mundo. Esse é o sentimento das pessoas”, diz Grazziotin.

Mas, por outro lado, nem que seja apenas 1 fato positivo houve sim! É claro! Mesmo que seja, somente e só, um ato notável, de êxito. Extraordinário. Onde a sociedade se mostrou. Divino. Que ficará na história para sempre, para o início de um horizonte progressista do Brasil, na vida cultural, na artística, na esfera política, e na econômica.

Que jamais será esquecido tal nascer dos anos a partir de 2016, apontando para frente. Ano em orientação à alta-cultura. Acontecimento esse verdadeiramente um marco histórico prodigioso. Tal ação acorrida em 2016 ocasionou o triunfo sobre a incompetência. Incrementando sim o Brasil em direção a modernidade, a reformas e mudanças positivas e progressistas. Enfim: admirável.

Qual foi, afinal, essa ação sui-generis?
Tal fato luminoso foi o:

— «Tchau querida!»*

[ (*) a «Coração Valente©» do João Santana; criada, estimulada e consumida. Uma espécie de Danoninho© ‘vale por um bifinho’. ATENÇÃO: eu disse Jo-ã-o SAN-TA-NA].

Eis aí um momento progressista, no ano de 2016. Sem PeTê. Sem baranguice. Sem política kitsch.

A volta de decoro ao Brasil.

Feliz 2017 a todos.