11 de mar de 2014

Seguindo a Maré

Mas ainda assim, esquisita, torta, confusa ou de viés, como diria Caetano. É a vida. E meus passos cravam firme suas pegadas na certeza de que a estrada chega a algum ponto. Onde, tenho fé, o horizonte se esparrama suave, mas em cores firmes, apontando que cheguei, (não aonde queria, pois nunca encontramos o ponto final, nem na morte, que é só passagem), mas aonde cravarei âncoras seguras pra reerguer novamente meus alicerces.
Até lá, sigo a maré. Não à deriva, pois encontrei meu norte, mais certos que GPS insistentes em apontar portos seguros inexistentes.