30/07/2011

Almofadas e Esmaltes

Desde que comecei a costurar e trabalhar com artesanato, costumava namorar alguns trabalhos de artesãos nacionais e estrangeiros, e sempre pensava, será que conseguiria chegar próximo àquelas delicadezas? Ao capricho dos detalhes? A verdade, é que era (sou) extremamente insegura com o que produzo, sempre acho que poderia fazer melhor, por isso, cada peça difere da outra, pois na busca (impossível) da perfeição, quero sempre mais. rs

Duas criações atuais me deram muito orgulho - as almofadas e as bolsas de atividades, que vem com lápis de cor (você pode saber tudo sobre elas, na minha loja Bichos de Pano.
Tem ziper para tirar a capa e lavar


 


E, por serem criações que me deram orgulho, claro que teria que posar com uma delas na blogagem coletiva de Esmaltes e Artesanatos, promovida pela Fernanda Reali. Para isso, escolhi meu xodó, a matrioska - cujos detalhes me encantaram, e me sinto muito orgulhosa de tê-la feito.
Nas unhas, esmalte Tulipa da Avon.

26/07/2011

Muito prazer, sou Poliana

Poliana em Tempos de Crise

Capitulo II:
O Jogo do Contente sob a Regência de Murphy

Desde pequena, achava que a vida deveria ser mais fácil para quem levasse um nome com o peso do meu. Não que Poliana fosse um nome feio ou que resultasse em apelidos constrangedores como uma antiga colega de classe, que atendia pelo singelo nome de Bucetildes. 

Sim, eu conheci uma Bucetildes - cujos pais deveriam ter sido presos por fazerem tamanha maldade com uma criança. Na sala, usávamos o apelido de Tilde, o bullying já existia é claro, mas até que havia um processo quase solidário dos alunos com a pobre. Até mesmo os professores na hora da chamada, evitavam o nome completo - ou era o apelido, ou sobrenome, Silva. Mas, sempre havia um desavisado - normalmente professores novos, que repetiam o nome, num misto de incredulidade e temor de pegadinha. 

E a menina, uma simpática loirinha de olhos claros, arroxeava-se toda nessa hora e se encolhia na carteira. Mais velha, aprendeu a esperar os professores novos, já na porta, avisando num sussurro que, por favor a chamassem de Tilde.

Mas, como ia dizendo, e não tinha nada a ver com Bucetildes, é que Poliana é um fardo. Principalmente para aqueles que conhecem a história da menina que brincava de jogo do contente. A vida fechou uma porta?Pense que poderia ser pior, poderia também ter encerrado janelas. Essa lógica da felicidade constante era um carma, que invariavelmente vinha à tona, todas as vezes em que algo ruím me acontecia. Sempre tinha uma alma penada para relembrar a personagem do livro e instituir que eu não tinha direito de sofrer. 

Agora imagine, se você tem esse nome, e sua vida é regida por Murphy? O deus do "se algo tem que dar errado, pode apostar que vai dar". 

Algumas pessoas acham que exagero, mas então vamos recapitular: sempre fui uma criança esquisita - magra demais, tímida demais, insegura demais, desajeitada demais... Se um copo com água era posto numa mesa para fazermos pinturas no jardim - era eu quem iria derrubá-lo. Se havia uma peça a ser apresentada nas festividades da classe, seria eu quem iria tropeçar e derrubar metade do cenário. Se o menininho mais simpático do ginásio quisesse me dar o primeiro beijo, claro que eu iria pegar mononucleose. E, é claro também, que eu engravidaria na minha primeira vez.

E foi assim, que aos dezesseis anos me casei com Adalto, vulgo marido. Que também não ficou nem um pouco feliz de ver sua vida ser jogada para o ar no final do terceiro ano. 

Agora o pior de todo o processo, foi ouvir sempre a terrível sentença: - Ora, lembre-se da Pollyanna do livro. Poderia ser pior. E até hoje, cada vez que me falam essa frase, tenho vontade de responder: - É. Poderia. Poderia ter um surto nesse exato momento e enforcar você com sua língua! 

18/07/2011

E o My Reality Continua:

Devido a baixa audiência, o diretor continuo achando que é uma diretora numa eterna TPM, resolveu dar uma sacudida (quase perder a casa e o marido perder o emprego) não deram emoção suficiente. Dai, acho que querendo me ver chorando escorrendo pelas paredes, que nem protagonista de dramalhão mexicano de 5ª, sábado recebi a notificação da prefeitura do Rio de que a Feira da Rua General Glicério, em Laranjeiras, seria extinta.

Pausa para explicar a importância da feira na minha vida e na de centenas de ambulantes e artesãos que lá expõem: Essa feira existe há mais de 40 anos, num misto de feira comum com feira cultural - lá, todos os sábados, de 9 às 15 horas temos chorinho, barracas que vendem um pouco de tudo, desde artesanato, até utilidades para a casa. As crianças também não são esquecidas, já que temos oficinas musicais e de circo. 

É um espaço democrático, festivo e que movimenta, inclusive o comércio local, já que além dos moradores, outras pessoas, oriundas de todas as partes, inclusive de outros estados e países, frequentam a feira. Que também é ponto turístico da cidade.

Para muitos que trabalham ali, a feira é a única fonte de renda. Para mim, desde o desemprego do marido,  o artesanato é a única fonte de renda, por mais que venda na internet e para algumas lojas, a Feira da Gal.Glicério é de suma importância! Atualmente, 70% da minha renda, vem dela.

Fechando a pausa e agora que todos estão inteirados da necessidade da Feira na minha vida e na dos demais  feirantes, posso voltar a programação normal.

Mas, uma coisa que aprendi nesses anos de Realitys é que a gente não pode deixar a peteca cair. E sábado, assim que soube da notificação, baixou a revolucionária em mim e lá fui eu subir em degrau e junto com mais alguns outros revolucionários, fazer discurso, chamar reunião e lutar pelos nossos direitos.

Hoje (segunda-feira) conseguimos nos reunir com a Responsável pela 4ª Região Administrativa do RJ, sra. Leila do Flamengo e a feira, a princípio, se mantém. Pelo menos até o próximo sábado, onde iremos começar um processo de organização e pedido para que a prefeitura do Rio reconheça essa feira, como um evento semanal, de caráter cultural e turístico. 

No mais, é isso, My Reality continua e cada vez mais animado, pelo menos, para os que vivem suas 24 horas. 

15/07/2011

Amores Virtuais

Se conheceram na comunidade de ex-alunos. Ele, achou bonitinha a foto dela, de tranças olhando o mar. Ela, interessante a caricatura que ele colocou no lugar da sua.

Trocaram scraps inicialmente. Fuxicando as comunidades que pertenciam, descobriram algumas semelhanças. Ela também adorava coca-cola, ele também detestava acordar cedo.

De scraps diários, começaram a trocar e-mails. Textos engraçados que ela recebia, correntes que ambos participavam, logo, evoluíram para animações em Power Point, flores e gatinhos, que lhes desejavam bom-dias coloridos e mensagens de auto-ajuda.

Conversavam no msn todos os dias, no inicio, conversas inócuas e gerais, aos poucos, foram se tornando mais íntimos. Ela confessou que já tinha tido um blog, mas que deletou ao perceber que ficara viciada em comentários; ele riu, e disse que tivera um blog também, mas que enjoara dele.

Estavam apaixonados e já falavam em se encontrar pessoalmente, mas, a crueldade do destino se interpôs em seus caminhos.

O amor deles não resistiu a web cam nova dela, quando ela descobriu que ele era um moleque de quatorze anos! Ele até que continuaria gostando dela, não fosse o fato dela ter sido a professora de matemática que o reprovara três vezes, fazendo-o sair do colégio.
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Poliana e suas aventuras continuam depois - ainda não leu o primeiro capítulo? Corre no post anterior e conheça as desventuras de uma cama inflável.

11/07/2011

O Que Sou

Não é por que fico em silêncio, que não te escuto. Não é por que não compartilho segredos e na maioria das vezes, apenas me calo, escutando, que não estou presente. Não é por que não fale, que não sinta. No fundo, queria ser diferente do que sou, mas eu não posso. 

Essa sou eu, calada, introspectiva, tímida, mas pronta a abrir meus braços e oferecer meu colo no momento que precisar...

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Poliana e suas aventuras continuam amanhã - ainda não leu o primeiro capítulo? Corre no post anterior e conheça as desventuras de uma cama inflável.

10/07/2011

A Arte de Dormir numa Cama Inflável

Poliana em Tempos de Crise

Capitulo I:
A Arte de Dormir numa Cama Inflável:

Toda sua crença na humanidade e no poder infinito da sua mente caem por terra, quando sua sexta cama inflável fura. Principalmente se é inverno e você acorda com o gelo polar do chão subindo por suas costas toda noite, quando ela desinfla.  Por que, como o furo é pequeno demais para achá-lo e tampá-lo, e grande demais para ir perdendo ar após a cama ser inflada, metade da noite ainda temos uma pseudo cama para chamar de nossa, a outra metade é se revirando no chão duro, buscando uma melhor posição.

Contar como fomos parar numa cama inflável digna de acampamentos de verão, é longa e meio tediosa, resta saber que a cama foi o último dos móveis a abandonar o navio. O primeiro foi a mesa, que quebrou no inicio da maior das crises, um pouco antes do desemprego do marido, talvez pressentindo os dias que viriam. 

Como um motim, moveis e eletrodomésticos foram se quebrando um a um, sobrando apenas o básico para sobrevivência. E, a cama, que nos abandonou num estalar continuo, até não conseguir manter-se mais na sua função maior, que é a de permitir uma noite de sono tranquila.

Constatado que não haveria mais cama, surgiu a dúvida: o que fazer? Quando o dinheiro não dá para comprar cama nova, sequer um colchão de quinta, resta a opção, colchonetes ou cama inflável? O preço definiu a escolha e foi assim, que começou toda uma dinastia de camas infláveis em nossa casa.

Dormir numa cama inflável é uma arte. Primeiro é preciso liberar todo o seu lado infantil - a sensação é quase a mesma de brincar de pula-pula. Segundo: uma parceria com seu companheiro é fundamental, afinal, um outro brinquedo bastante similar a uma cama inflável é uma gangorra. Se um lado desce, o outro sobe e se o lado que descer foi mais abrupto, o lado que sobe pode acabar no chão, numa cena digna da maior das videos-cacetadas. Terceiro, e não menos importante, mantenha crianças e/ou animais distantes da mesma, por que por mais que a propaganda mostre um trator passando por cima da cama e um prego sendo empurrado e ela lá, impávida e colossal - isto não é verdade, ela fura com um arrastar da sua unha mal-cortada do dedão do pé. Ou com uma vareta de plástico sendo espetada nela...

O melhor de dormir numa cama inflável é transar nela (nela, e não com ela, faz favor, uma cama inflável, não é uma boneca inflável!). Sério, se nunca experimentou e anda a fim de dar uma incrementada na sua vida sexual, experimente.

Não importa a posição: papai e mamãe ou canguru perneta, a flexibilidade da cama te transforma numa ginasta, e o resultado final, hummm, só experimentando para saber. Se fosse da empresa de marketing do produto, nada de tratores ou pregos. Na propaganda, mostraria um casal exercitando o KamaSutra - tenho certeza de que venderia muito mais, do que mostrar um casal lendo, enquanto flutuam numa piscina - pensando bem, a cama flutuando numa piscina, enquanto um casal manda ver, seria bem interessante também.

O pior dela, sem dúvida, é o acordar. E se ela furar e você acordar com os pulmões recebendo o ar gelado do chão, é pior ainda. E, acordar numa cama inflável furada, faz invariavelmente, você avaliar sua vida. Na verdade, ao abrir os olhos, o primeiro pensamento é: - Putz, que merda andei fazendo da minha vida? - similar ao acordar após um porre-de-vinho-sangue-de-boi. Toda sua vida passa diante dos seus olhos, todas as suas escolhas erradas... A diferença é que se todos esses pensamentos surgiram oriundos de uma noite mal dormida numa cama inflável, você apenas respira fundo e levanta para encarar o dia. Se for fruto do vinho vagabundo, levantar e seguir em frente, é impossível, pelo menos nos próximos três dias

05/07/2011

Bom Dia, Boa Tarde, Boa Noite...

Lembro de uma vizinha, que sempre que a via, desejava-me bom dia, boa tarde, boa noite, de acordo com o horário que nos esbarrávamos. Eu, bicho do mato, totalmente introspectiva, estranhei no inicio, mas aos poucos, tornou-se um hábito também meu, desejar o mesmo para ela. Aos poucos, para todos com quem de alguma forma me relacionava. Fosse a atendente do metro, o trocador do ônibus, ou as pessoas do elevador. Podia não falar mais nada com ninguém, mas bom dia, boa tarde ou boa noite eram indispensáveis.

Outro dia,  me peguei pensando nisso. Por que desejar bom dia para pessoas desconhecidas? Por que não seguir sem me preocupar com esses detalhes - até porque, muitas vezes, não ouvia uma reposta ao meu cumprimento.

Esse pensamento não me veio do nada, depois de um dia exaustivo, ao lado de pessoas, que só sabiam falar mal de outras, e de uma em particular cuja raiva e mágoa eram tão presentes em sua fala, fiquei imaginando o quanto sua fala tinha poder. Em quanto mal ela involuntariamente desejava àquelas outras pessoas, as quais agredia verbalmente. 

E, no fundo, tive certeza, de que se no momento, eu era a ouvinte daquela falácia toda, dia seguinte, seria eu o alvo. É inevitável, se falam mal de alguém para você, falam mal de você para outros.

Inconscientemente, havia tanto energia negativa destinada a outros, e ao olhar a vida da mesma, sempre com as portas fechadas, cheias de obstáculos, de conquistas interrompidas. Pensei logo na lei do retorno, onde o que desejamos para o outro, recebemos de volta...

A vida daquelas pessoas, das quais ela falava, também não andava bem: problemas, doenças. vícios... A minha própria era um exemplo disso. Até que ponto fruto de tanta energia ruim que outras pessoas emanavam para a gente?

Dai lembrei daquela vizinha, a do bom dia, boa tarde e boa noite, sempre acompanhado de um sorriso. Sei lá se ela fazia no automático, o que sei, é que ao cumprimentar alguém, desejando-lhe algo de bom, a sua palavra tem força. Tudo que existe pro mal, existe pro bem também! Então, quando desejamos alguém um bom dia,  queremos que aquele seja um dia especial, que aconteçam coisas boas na vida daquela pessoa, naquele dia. 

Quando falar mal de alguém, pense no peso de suas palavras, no que você está desejando para ela e ao mesmo tempo para você. Troque! Deseje Bons Dias, Boas Tardes e Boas Noites, de verdade, com o coração,  e quem sabe, os seus dias, os nossos dias, passarão a ser bons também?

01/07/2011

Dinheiro não traz felicidade?!

A maior mentira do mundo é a tal do “Dinheiro não traz felicidade” – como assim? É claro que dinheiro traz felicidade, e quanto mais money, maior a sua felicidade! E maior é a sua capacidade de fazer os outros felizes. Quer ver?

Com dinheiro, além de ficar feliz, também vou levar muita alegria ao proprietário da minha casa,  que anda muito triste, devido aos constantes atrasos no pagamento do aluguel. Se eu pagasse ele hoje, tenho certeza que tanto ele, como eu, ficaríamos extremamente felizes!

Também levaria felicidade as atendentes de telemarketing que me ligam cobrando tudo que está em atraso: plano de saúde do pequeno, telefone, celular, crediários, etc Todas elas alcançariam suas metas de cobrança e colocariam felizes no seus relatórios diários, que a cliente deixou de ser inadimplente! Olha quanta felicidade o dinheiro traria!

Além dos meus cobradores, a felicidade seria espalhada por shoppings, livrarias, lojas virtuais etc 

Até os órgãos de governo ficariam felizes, já que pagaria a luz, que está em atraso, e poderia, finalmente, atualizar o pagamento da minha autonomia. 

Então, antes de sair por ai reproduzindo tal falácia, lembre-se, o dinheiro só não traz felicidade, quando ele é inexistente em sua carteira! 

Falando nisso, se quiser me deixar feliz... ;o)