30 de out de 2010

Sorteio na Loja Bichos de Pano

E ai, já foi lá na minha loja virtual BICHOS DE PANO participar do sorteio? Acaba amanhã! Vai lá e participa e aproveita já garanta suas compras de Natal!

Kit Cerejinha - reservado para o sorteio (Tecido esgotado)
 
Kit Melancia
Kit Matrioska

Comemorando os 6 meses da Lojinha com sucesso total, vou fazer um sorteio de um desses kits acima!
Como faço para participar?
1) Vai lá na loja Bichos de Pano e nos comentários do post sobre o sorteio (clique aqui) e diz pra mim qual kit você quer pra chamar de seu, nome e e-mail e prontinho, já tá participando! Só vale nos comentários daquele post!
2) Tem que ou morar no Brasil, ou um endereço pra envio no Brasil. Bem que queria mandar presente pros meus amigos internacionais, mas o frete é uó de caro!
3) Se quiser ajudar a divulgar, no twitter - ganha mais um número, se no blog, mais um número ainda.. Aumentando em 3 X suas chances! Não esqueça de me avisar (no próprio sistema de comentários) e colocar o link onde divulgou!

Começa quando e termina quando?
A partir de hoje já está valendo e vai até o dia 31 de outubro! É encerra no Dia das Bruxas, as bruxinhas e fadinhas de plantão vão adorar! Dia 1/11 listo aqui todos os participantes e seus respectivos números e dia 03/11 é o Grande Dia do Sorteio!

Ah, não tenho sorte, mas quero um dos Kits mesmo assim, como faço?
Seus problemas acabaram é só fazer assim ô:

Kit Temático
Composto de 3 peças, que podem ser: 
1 porta-celular, 1 estojo e 1 carteirinha 
ou trocar uma das peças por 1 máscara de dormir aromatizada.
Preço Individual de cada peça: R$ 10,00 + Frete
Preço do KIT: R$ 25,00 + Frete

27 de out de 2010

Resposta à alguém que não falou diretamente comigo! (update)

Preciso confessar uma coisa. Sou gorda. Não gordinha, nem cheinha, fofurinha, fofa, forte ou qualquer subterfúgio similar. Sou goooorda, com o “O” bem redondo. E sou muito bem resolvida com isso. No momento faço um processo de reeducação alimentar, não por questões estéticas ditadas por um padrão anoréxico de beleza. Faço por que quero, e ponto.

Também não sou uma gorda exemplar. Não sou bem humorada (sarcasmo serve como humor?), não sou extrovertida, alias, sou quase uma jeca, tímida até no msn. Sério, eu não falo com as pessoas nem no twitter, nem no msn achando que vou incomodar! Saca aquela que fica num canto, disfarçada de abajur nas festas? Essa sou eu. Também não sou desastrada, ou melhor, só um pouquinho, do tipo que se entrar em uma loja de cristais, talvez quebre uma taça, mas não devido as minhas células adiposas, fique claro, e sim a minha falta de visão.

Mas, ser gorda não me incomoda. Acho que sou sexy, gosto do meu corpo, amoooo usar decote! Resumindo: sou mais eu com meus 93 kg, do que muita modelo pirulito por ai! O que realmente me incomoda, são algumas pessoas, como os patrulheiros da saúde. O cara que não te conhece, e do nada chega te rotulando, questionando o porque de você estar gorda (?), contando casos de pessoas que morreram de ataque cardíaco, diabetes etc. Oi?! Morre muito mais gente de acidente de carro, tiro ou desastres e eu não fico enchendo os pacovas de ninguém dizendo para não andarem de carro, nem saírem de casa, tampouco que não voem de avião!

Além dos patrulheiros, tem os que ficam te olhando como você fosse um alien. Se você estiver comendo então, parece que você está cometendo um crime. Sinceramente, tem horas que dá vontade de dizer que me rendo e que a partir daquele dia, nunca mais vou botar comida na boca!

E, o pior de todos os tipos, nós temos os preconceituosos. O cara te olha torto. Quando você passa, faz piadas idiotas, e muitos trabalham em publicidade. É só reparar, 99,9% das propagandas tratam mulheres gordas como: chatas, feias, burras, nerds (no sentido pejorativo). Ou então, põe o gordinho para dançar, porque gordinho dançando faz todo mundo rir e vende!

Finalizando, alguns dos preconceituosos têm twitter e num rasgo de genialidade soltam a seguinte pérola: “Pessoas obesas deveriam ser proibidas de andar de ônibus em horário de pico,fato.”

Eu tentei entender a lógica deste argumento... Claro! Uma pessoa que tenha mais de 90 kg como eu, não pode passar por aquele curral que existem nos ônibus, que mal dá para passar uma criança de 5 anos! Realmente atrapalha muito o dia-a-dia.

Dai, o cidadão concluiu que a forma de resolver isso seria proibindo pessoas obesas de andar de ônibus. Hum, catraca de metro também é apertada e enquanto o gordo entala, a fila cresce! Então, acho que a frase deveria ser reformulada para: pessoas obesas deveriam ser proibidas de andar no transporte público em horário de pico, fato.

Mas, quer saber? Indo por essa linha, deficientes físicos também atrapalham para caramba, até porque a maioria do transporte público não tem estrutura para eles. Deveriam ser proibidos também!

E os velhos?! Lentos, enrolados com seus cards, demoram, humft!!! Não, esses também devem ser proibidos! Pensando bem, porque não aproveitamos e fazemos uma limpeza social e retiramos negros, homossexuais, minorias religiosas etc das ruas! É acho que assim, poderíamos ter uma sociedade ideal...

Ou, poderíamos ignorar essas sandices todas e fazer uma melhoria ainda maior, proibindo pessoas idiotas de digitarem em público. Taí, essa proposta eu assinaria embaixo!


********************************************************
E dai quando você achava que o máximo de estupidez humana era essa frase no twitter, eis que me deparo com essa notícia do Jornal Folha de São Paulo - Rodeio de Gordas na UNESP

Na mesma semana, em outra universidade, agora na USP - um estudante foi barbaramente agredido por ser homossexual

O que não entendo  é que, um local que deveria ser de produção de conhecimento e de respeito as diferenças; que já foi palco da luta pela liberdade e democracia, vemos esses atos cada vez mais bárbaros de intolerância. Será que não está na hora de pensarmos um pouco mais nos filhos que estamos deixando para esste mundo?

24 de out de 2010

Ideologia, a resposta que eu procurava.

Dentre as piores frases feitas sobre gordura, algumas são mais detestáveis, por exemplo: só é gordo quem quer. Ora!? Quem é que quer ser gordo? Acho que a única vantagem de ser gordo é comprar roupa, você não tem muito o que escolher, compra a calça que entra em você, que sempre combina bem, com a blusa que fecha.

Pensando bem também tem a vantagem dos apelidos, só quem é gordo, pode escolher como deseja ser carinhosamente chamado: rolha-de-poço, baleia, gordinho, fofinho – alias, tem coisa mais meiga do que um ser de quase 100 kg ser chamado de fofinho?

E tem o senso comum, quer emagrecer, come mato! Mas, e não é que eu esteja querendo sabotar a dieta de ninguém, mas a vaca come mato o dia inteiro e é... digamos assim... uma vaca!

Mas eu tento, eu juro que eu tento emagrecer! Recentemente tentei a mentalização positiva: eu sou magra! Eu sou magra! Colei bilhetinhos pela casa toda. Gravei no mp3 e fico ouvindo isso o dia inteiro. Não vou mentir, eu estou convencida da minha magreza, o problema são os outros.

Por isso acho que a estratégia deveria ser diferente, eu não tenho que me convencer que estou magra, tenho que convencer os outros. Acho que vou alugar um carro de som e sair pela cidade, berrando: Ela esta magra! Ela esta magra. Desse jeito nunca mais precisaria fazer dieta.

Nas minhas tentativas desesperadas de perder alguns quilos, até em psicóloga já fui. E ela me disse, que o problema era a culpa. Comer não engorda, o que engorda é comer com culpa. Então deixa ver se entendi, se eu devorar uma travessa inteira de lasagna e arrematar com um pudim de leite, mas tudo isso em estado Zen, não engordarei uma única grama?!

Eu acho que no final o meu problema é a contestação. Desde pequena eu era a do contra: meninas brincam de boneca, mas eu queria soltar pipa com os meninos; na adolescência, no auge dos cabelões a lá anos 80, eu cortei o meu joãozinho; quando o mundo inteiro desistiu do socialismo, eu decidi ser comunista. E, é claro que em uma sociedade que quase te impõe um padrão anoréxico de beleza, eu tenho que ser gorda! Ideologicamente gorda, melhor dizendo.

22 de out de 2010

O Fantástico Caso da Bolinha de Papel

Sei lá, cara, é muita vergonha alheia um candidato a presidência tentar transformar uma bolinha de papel, num atentado terrorista. Mais vergonha alheia é uma emissora do porte da Rede Bobo dedicar infindáveis 7 minutos analisando se foi uma bola de papel ou uma bola de adesivos que acertou o presidenciável.  Da mesma maneira, a vergonha alheia triplica ao ver um técnico conhecido por só analisar casos escandâlosos perder seu precioso tempo, analisando se foi uma bolinha de papel ou se foi uma bola de adesivos que acertou o frágil candidato.

Da minha parte, que não consegui enxergar absolutamente nada no tal vídeo esclarecedor do jornalista da Folha, pra mim, era a mesma bolinha vista de um ângulo diferente, chego as seguintes conclusões:

1) Que se tinha alguma dúvida do meu voto ser da Dilma, agora tenho certeza absoluta, porque se o candidato Serra, faz tomografia computadorizada por uma simples bolinha de papel e é mandado ficar de repouso 24 horas, imagina se ele leva uma sapatada igual Bush? Era caso de UTI. E, como ele já é conhecido por abandonar os mandatos, corremos o risco de sermos governados pelo homofóbico Indio da Costa.

2) Olha só, com uma careca brilhante que nem a do Serra, se batesse um objeto pesando "aproximadamente" 2 kg, segundo o homofóbico vice, essa careca não ficaria, no mínimo vermelha?

3) Além de falar da escandâlos e dar vexame devido a uma bolinha de papel, qual é a proposta mesmo do Serra? Por que até agora, só ouvi propostas já existentes e de manutenção de coisas do atual governo; E, se é para manter eu fico com quem já conheço.

4) A Folha paga muito mal os seus jornalistas e os equipa pior ainda, por que com tanto celular capaz de captar até o pensamento da pessoa, o jornalista conseguiu usar um celular pior do que o meu antigo! O meu vídeo pelo menos, não ficava desfocado do jeito que esse ficou.

5) E antes que me acusem de incitar a violência, sou contrária a toda e qualquer forma de violência, mas se tiver que existir, que seja com bolinhas de papel, e não com granadas de  "efeito moral," a ponto de arrebentar a barriga de um amigo, nem com cassetetes a ponto de lesionar meu tendão ou perfurar o tímpano de um outro amigo, tampouco com balas de borrachas que feriram tantos professores em São Paulo recentemente. Todos esses episódios aconteceram nos governos do PSDB, com FHC  na presidência e o Serra em São Paulo.

21 de out de 2010

Persona Veruska: Procura-se Marido

ilustração Marcelo Daltro


Oi gentem, meu nome é Veruska. Assim mesmo, com essa escrita estranha. Mas, pois é, eu estou aqui hoje por que preciso confessar uma coisa, eu preciso casar. Não, não é preciso, como casualidade, mas é um preeeeeciiiiiiiso casar messsmo, saca, necessidade física? Pois é esse é meu caso. Tenho 35 anos, já namorei mais vezes do que gostaria e menos do que precisava, mas casar, casar, entrar na igreja de véu e grinalda, música brega ao fundo e todo mundo moooorrendo de inveja de você? Pois é, isso ainda não consegui e preciso muuuuuuitoooo!

Gentem, vocês não estão entendendo, eu ovulo quando vejo um vestido de noiva. Salivo igual ao cão de Pavlov ao ver uma grinalda; em casamentos de conhecidos, choro baldes de pura inveja, querendo estar no lugar da fdp que está lá no altar.

E saca, eu já fiz de tudo, tudo messssmo para casar. E quando digo de tudo, pode escrever o que estou dizendo, vai de terreiro de macumba até afogar santo Antônio em um copo de cachaça, e nada, nadica de nada, tudo que consigo é um encosto que dura de três dias a uma semana no máximo.

Já me falaram que sou muito ansiosa. Que entre o "oi" e o "meu nome é" já estou perguntando o tamanho do dedo, para ver se a aliança cabe, mas o que tem de mais? É só curiosidade. Ah, se eu comprei as alianças? Pois é, eu comprei alianças... Ô God! E o vestido de noiva também, mas é justificável, era um vestido liiiiindo e estava com um preço ótemo, vai que acabasse? Melhor prevenir, não é? Bem, eu também já reservei a capela, tem uns dois anos que remarco a data, mas sabe como é, é melhor garantir, não é?

Mas então, eu já tenho tudo organizado, só me falta o noivo! Para isso, tenho freqüentado umas palestras ótemas! O olho da cara, mas afinal, é um investimento! Então, numa delas a Dona explicou que tudo é uma questão de saber procurar, que esse papo de balada não existe, afinal. em meio a dúzias de tequilas e centenas de cartões trocados, como saber quem é o cara que pode ser sua alma gêmea? Tem que saber procurar. De acordo com o que você quer, de preferência. Então, numa dessas resolvi freqüentar o setor de vinhos caros do mercado. Foi lá que conheci o Eduardo. Liiiindo, inteligente, charmoso e que tem o mesmo gosto por sandálias que eu! Afe!!!!

Desisti dos vinhos e encarei peças infantis aos domingos, dizem que é lá que os homens separados com filhos pequenos freqüentam, pois é, três casados e dois pedófilos depois, larguei de mão.

Em outra dessas palestras falaram que tudo é uma questão de padrão. Nós mulheres exigimos tanto que acabamos chupando o dedo. Bem, realmente eu esperava um homem lindo, rico, bem sucedido, inteligente, charmoso, simpático, fiel entre outras coisitas. Dois anos depois, se o garçon da pizzaria da esquina me falar boa noite, eu caso com ele!

19 de out de 2010

Pequenos Defeitos:Timidez

A timidez é um defeito que se disfarça de virtude. Sublimando desejos e ocultando falas, transforma tudo em um universo de possibilidades. Não adianta o ensaio no espelho, planejando atos e frases. Na hora H tudo vira um amontoado de vogais desconexas, sons sufocados na garganta, suores incontidos nas mãos. E de repente a bolsa parece ser grande demais, a roupa justa demais, tudo vira excesso. Sumir passa a ser uma necessidade.

Prisão interna de vontades submersas em fronhas de travesseiros. Único confidente capaz de escutar a voz, que nessa hora não treme, nem se perde em monossílabos. A promessa de que amanhã será diferente.

Mas quando o amanhã chega, enroscada nele a serpente da timidez, que antes inofensivo rubor, agora dilacera sonhos, tecendo teias adesivas onde somos prisioneiros. E por mais que saibamos que tudo está lá, à vontade, o desejo, a frase que deverá ser dita, última fronteira entre o se e o quando, não conseguimos dizer nada. Tropeçando nas pernas, esbarrando nas paredes, fugimos do monstro terrível da incerteza, optando pelo gosto da fruta mordida.

18 de out de 2010

Geração Espontânea

Eles surgem de repente. No inicio tímidos, apenas figuram em algumas páginas na internet. Se agradam, começam a se proliferar e logo atingem o status de spam, percorrem então o espaço virtual na velocidade da luz. Grupos de discussão, blogs, sites, e-mails, etc. No meio do processo, na maioria das vezes, perdem a autoria. Circulam então, cão sem dono, renegados ao anonimato do autor desconhecido.

Mas, tem sempre os que se apiedem dos pobres e resolvam levá-los a adoção; E ai, segundo critérios que só Deus para explicar, os textos começam a ser vinculados à Cecília Meireles, Machado de Assis e a globais variados. 

Com algum esforço podemos identificar os métodos que indiquem o porquê das escolhas dos autores, Machado de Assis – crônicas comportamentais, Cecília Meireles ou Clarice Lispector – poesias,Heloisa Perrisé e afins – comédia sobre o universo feminino, Luiz Fernando Veríssimo – comédia sobre o universo masculino, auto-ajuda em geral – Pedro Bial. E ainda tem os que preferem personalidades atuais(seja de qualquer área), para atribuir autoria.

O problema é que não dá para atribuir a Machado de Assis um texto que verse sobre absorventes femininos, tampouco rimas que unam leu com céu como de autoria de Cecília ou Clarice, Fernando Pessoa falando sobre tvs? Definitivamente, não dá!

Isso estou falando de textos ruins, mas tem os textos, muito bons, de vários anônimos que percorrem a rede sendo creditados a outros. O que me faz pensar: Será que quem altera a autoria dos textos, ache que o Inagaki do Pensar Enlouquece ou a Karina do Mafalda Crescida não sejam bons o suficiente para seus escritos? E outros, tantos, que tiveram seus textos arrancados de si e distribuídos como de outrem, (eu mesma me enquadro nessa categoria).

O que faz um texto virar spam? A qualidade do mesmo, a identificação do que está escrito com quem lê? Acredito que isso é um mistério, quase indecifrável, tipo “Tostines vende mais por que é fresquinho ou é fresquinho por que vende mais?” – mas, não importa o mistério, o principal é criarmos um hábito nesta terra de liberdade que é a web, o de pesquisar autoria antes de publicarmos um texto recebido. É rápido, fácil e o Google não morde ninguém.

Caso queira saber sobre outros casos de apropriação indébita de autoria, leia o Autor Desconhecido – de Van Lampert. É um blog de utilidade pública que ajuda não só o autor a resgatar seus textos, quanto ajuda a tirar dúvida sobre textos que por ventura tenhamos recebidos.

P.S – se esse texto for parar na sua caixa de correios sem autoria, lembre-se de quem escreveu. ;o) 

17 de out de 2010

Sobre Amores e Âncoras

É inevitavel, no meio de uma crise, às vezes nos sentimos âncoras, outras achamos que o outro é uma âncora na nossa vida, e pensamos sempre de uma forma denotativa, mas se formos em busca de definição, descobrimos que:
Num telejornal - O âncora é o apresentador de um telejornal, que pode comentar uma notícia. Além disso, ele narra, anuncia e chama repórteres para entradas ao vivo. Esta é a diferença entre ele e um apresentador.

Num navio - A âncora é um instrumento náutico que permite um navio ficar parado sob um determinado ponto no mar, sem no entanto ficar à deriva.

Num shopping center -  Lojas âncora são as maiores lojas de um shopping center, sendo que na maioria, são lojas famosas.

Texto de âncora é o texto visível em um hyperlink. É considerado (classificado) como altamente relevante para os algoritmos dos motores de busca, porque o texto que faz referência ao link normalmente é relevante à página de destino.

Sendo assim:  Sim, você é uma âncora! Que me apresenta o mundo de uma maneira que ele fique mais leve,; sendo firme, não me deixa ficar à deriva; como a maior das lojas no shopping, vira minha referência e mais importante, me linka com tudo aquilo que realmente é relevante, que é o nosso amor e o fruto dele.

15 de out de 2010

Uma releitura prática das Leis de Murphy:

1) O pão na verdade, não cai no chão, com a margarina virada pra baixo, cai em cima da sua roupa, sempre no dia em que você tem um compromisso importante e o qual já está atrasada dez minutos. (A roupa em questão, ainda não foi paga).

2) A sua pressa é diretamente proporcional ao tamanho do engarrafamento.

3) A fila que você escolher vai ser sempre a mais lenta, por mais que mude de fila, ela continuará sendo a mais lenta.

4) O dia em que você começar a fazer dieta, vai ter festa no trabalho, com bastante salgadinhos, tortas e refrigerantes.

5) Se tiver que entregar o trabalho, o seu computador pifará.

6) Se tiver backup, ele não funcionará.

7) Se resolver fazer o serviço em casa, a luz vai acabar, sem previsão de retorno. 

8) A bateria do seu celular sempre acaba no segundo anterior a uma ligação importantíssima.

9) O moleque na sua frente na fila do banco é um Office-boy com toooooodaaaas as contas do escritório para pagar.

10) O cachorro-quente da rua te faz passar mal (isso não é Murphy, é lei do retorno – aqui se faz, aqui se paga ), Murphy é ter uma crise de dor-de-barriga devido ao cachorro-quente, dentro de uma condução, no momento em que estiver sobre um viaduto, ou dentro de um túnel.

13 de out de 2010

My reality 2

Por que tem semanas que tenho certeza absoluta que o roteirista do my reality é mulher e está na TPM. Por que só isso, sabe, só isso para explicar essa semana...

Ou isso ou a vida é um imenso jogo de RPG e eu tirei falha crítica nos dados...

Sei lá, se 2010 resolvesse se encerrar a meia-noite do dia de hoje, eu não ficaria nada triste... Melhor seria se 2010 fosse engolido por um buraco negro. Pra mim, já deu...

12 de out de 2010

O Medo Do Leo

Ilustração Marcelo Daltro
Leo era um menino muito esperto, que gostava de brincar de bola, ver tv e comer sorvete com calda de chocolate.

Só que Leo tinha medo. Medo de escuro, de monstro e de barata. De ladrão e de injeção. Tinha medo do barbeiro, quando ia cortar o cabelo. Tinha medo de mergulhar no mar, quando ia passear na praia.

Tinha medo da diretora, que achava que era uma bruxa e que pegava as crianças com a sua vassoura. Até de cachorro, Leo tinha medo!

E esse medo, danado, resolveu que queria ficar no Leo pendurado.Ora, vê se pode! Um menininho tão pequenino, com um medo tão grande agarrado no pescoço!

Com o medo no cangote, Leo vivia escondido, encolhido, aflito que só vendo e que o medo, a cada dia, vinha crescendo.

E como ele pesava! Deixava Leo tão cansado, que um dia o menino resolveu que não queria mais sair de casa.

- Mas como? - brigou a mãe - Você tem que ir estudar!

Mas como ir para escola se o medo estava lá, pendurado no menino. Mal deixando ele andar.

O pai ficou preocupado.

- Melhor levá-lo ao médico. Vai ver está doente.

O médico olhou, examinou, cutucou e deu o diagnóstico.

- Esse menino não tem nada. É só dar vitamina.

Agora a coisa complicou. A mãe achando que era manha, o pai, mal-criação.  Leo cada vez mais encolhido e o medo cada vez maior, pois não é que Leo também passou a ter medo de médico?

Um dia a Vovó Efigênia foi visitar o menino. E com o olhar, que só as avós podem ter, enxergou o que realmente estava acontecendo com Leo!

- Que doença, mal-criação, manha, que nada! Esse menino está é com um medo pendurado no pescoço!

- Medo pendurado no pescoço? Essa minha mãe tem cada uma! - riu o pai

Mas Leo sabia que a vovó estava com a razão e se desencolheu um pouco para perguntar para a ela como é que se livrava do medo.

Para tirar medo de menino, tem que tomar engraçado.

- Engraçado? Mas o que é isso? - quis saber o menino.

- É um remédio mágico, que acaba com o medo!

- Mas, Vó, também tenho medo de remédio!

- Imagina que é uma bala do seu sabor preferido.

Leo fechou os olhos e pimba! O remédio tinha se transformado numa bala com gosto de sorvete de morango, com calda de chocolate. - hummmm, que gostoso! - ele exclamou, tomando o remédio todinho.

- Agora me diga, querido, o que mais você tem medo?

- De todos os medos que tenho, o maior de todos é o monstro que fica escondido no armário e de noite me espia com olhos brilhantes. - e só de pensar nisso, Leo se encolheu um pouco mais.

- E se esse monstro terrível estivesse fantasiado de baiana dançando em cima da cama.

- Há há há há ha - gargalhou Leo. - que engraçado... E perdeu o medo do monstro!

Ora, mas não é que o medo pendurado no pescoço do menino diminuiu um pouco! Então a vó Efigênia começou a perguntar dos outros medos, e em todos ela botava uma fantasia, foi assim que o ladrão que entrava pela cozinha, tinha nariz e pés de palhaço e tropeçava no tapete, caindo no prato de sopa e fugia gritando: - Está quente! Esta quente!

A diretora da escola se transformou numa fada, encantada, que de dia era bruxa, mas uma bruxa boazinha que fazia poções de conhecimento para as crianças. O médico era o Sr. Pirulito e o dentista o Sr. Chocolate.

Quando a tarde chegou, a surpresa: o medo tinha encolhido tanto, mas tanto, que agora cabia no bolso de Leo. Agora ele não precisava mais ficar encolhido! Com o medo dentro do bolso, ele podia brincar, correr, ir para a escola!

Ele ficou tão feliz, mais tão feliz, que não parava de dar beijos na vovó.
____________________________________________________
Em homenagem ao DIA DAS CRIANÇAS - escrevi essa história para mamães e papais lerem pros seus filhotinhos. O meu adora e é claro, se identifica com o Leo.
E como hoje também é o Dia Nacional  da Leitura, a ilustração de Marcelo Daltro homenageia as duas datas e você também pode homenagear, dando um livro de presente!

7 de out de 2010

Descendo do Muro

 E aquele garoto que ia mudar o mundo, mudar o mundo,
Agora assiste a tudo, em cima do muro...

Pois é, só que nunca fui de ficar em cima do muro. Drummond disse em seu poema que um certo anjo o mandou ser gauche na vida. Esse anjo deve ter dado às caras por aqui também. Sempre fui diferente, inquieta, contestadora,  para mim,  era difícil aceitar as coisas assim como são. Talvez por isso, tenha subido a um palco na frente de todos os país de um tradicional colégio religioso, onde estudava, para ler uma carta repúdio a censura, sofrida a uma peça que falava sobre racismo.  Talvez, por isso, também, tenha pulado o muro desse mesmo colégio para ir a uma passeata em defesa dos professores em greve.

Se as provas dos vestibulares das universidades públicas caem em data diferente, foi fruto de uma luta conquistada colégio a colégio, da qual fiz parte.

Mas, foi na universidade que me tornei militante. Foi uma decisão ideológica. Eu realmente queria mudar o mundo, e acreditava mesmo, que mudaria.

Poucas pessoas lembram, mas foi no governo FHC que o Brasil mudou. E, não foi para melhor, ok, tivemos o plano real, mas tivemos também sucateamento dos órgãos públicos, incluindo ai, o ensino universitário, privatizações a torto e direito. Foi o governo do “se é público, é ruim, e só a privatização salva”.  Foi o governo das intervenções federais nas universidades (resquícios do autoritarismo militar), e, foi principalmente, o governo da truculência.

20 anos depois do final da ditadura, a polícia de FCH vinha a exercer papel similar a dos militares. 

Eu apanhei da polícia algumas vezes. A primeira, numa passeata estudantil em Brasília  contra a intervenção federal na universidade que estudava. De recordação, tive uma lesão no tendão da mão esquerda, ocasionado por um cassetete de um policial. Nessa passeata estudantil, ajudei a carregar colegas com cabeças abertas ou pernas fraturadas.  Ah, sim, éramos estudantes,  entre 13 e 20 anos. Ninguém era guerrilheiro, terrorista ou similar. E tudo começou porque caiu uma chuva torrencial durante a passeata e corremos para nos proteger no hall dos Ministérios. A polícia, segundo declarações do comandante, acreditou que essa corrida era uma tentativa de invasão. Por isso, autorizou aos seus comandados, que batessem nos estudantes desarmados.

Já tive cachorros e cavalos jogados contra mim, quando fui as ruas contra as privatizações. E por duas vezes, fui salva, pelo meu marido, de policias com armas em punho na minha direção.  

Com tudo isso, assistir calada ao retrocesso ideológico que essas eleições se transformaram, não dá!  Sei que ao escrever esse post, terei o prazer de finalmente conhecer os famosos trolls e, infelizmente perder alguns seguidores.  Mas, como ficar calada ao ver que na plataforma de governo do candidato da direita, resquícios do integralismo de Plínio Salgado na década de 30?

Tradição, Família e Propriedade em panfletos distribuídos na reunião de cúpula do PSDB é demais para meu estômago.

Ver estampada nas manchetes de jornais a posição preconceituosa e disposta a retroceder numa conquista dos direitos civis dos homossexuais, do candidato a vice-presidente e ficar quieta, definitivamente, não dá!

É engraçado que assistimos o mesmo processo de ultra-direitização acontecendo em alguns paises da Europa, mas nos, que sofremos tantos anos com a ditadura militar, termos que encarar tudo de novo, não pode!  Eu me recuso!

Se, colocarmos resumidamente, a polarização dos discursos se dá, entre a candidata que defende o direito civis dos homossexuais e das mulheres e o candidato que defende a total abolição dos mesmos! Eu fico me perguntando, quando esse candidato vai começar a querer, também, retirar os direitos às duras penas conquistados dos negros, dos índios, dos pobres...

Pelo teor dos e-mails preconceituosos que recebo, não vai demorar muito...

Só para lembrar, foi no governo do PT, que uma lei em defesa dos direitos das mulheres se tornou real, foi neste mesmo governo, que se tornou crime, preconceitos contra homossexuais, negros etc

É isso, que venham os ataques, mas quer saber, nesse muro, eu não subo nunca mais!

5 de out de 2010

Você Quer Ser Feliz?

Felicidade pode ser uma coisa complicada. Não é fácil se feliz. Para inicio de conversa nossa sociedade não a aceita bem. Pense bem, o que vende mais noticia: Uma matéria sobre a violência nas grandes cidades ou a beleza de um pôr-de-sol?

É só olhar os jornais, até sai a matéria do pôr-de-sol, mas na capa, vemos estampados a violência. E não é só isso, até mesmo na religião, esbarramos com dogmas do tipo: é preciso sofrer para entrar no reino dos céus. 

Então o paraíso será um lugar feliz, não o aqui, não o agora. O hoje deve ser banhado em lágrimas. Na literatura, no cinema, nas músicas, a felicidade passa ao longe. Filmes com finais tristes são sempre os mais lembrados, romances tipo Romeu e Julieta emocionam gerações; nas músicas, letras que falam da solidão e da dor, tocam de hora em hora nas rádios e os cantores vendem milhões de cds.

Vivemos viciados na tristeza. Os momentos felizes passam e sequer percebemos, tão entretidos em nossas dores que estamos. 

E é com essa base que afirmo: Não é fácil ser feliz. Requer um certo esforço. Uma certa disposição. Não. Realmente não é fácil. É preciso ter disposição para ser feliz. 

Necessário antes de tudo esquecer do que está ao redor. Perceber flores em canteiros destruídos, aromas em avenidas poluídas, a beleza do cotidiano na face cansada dos transeuntes.

Um exercício rotineiro de sorrisos e abraços. Pois a felicidade se inicia em um sorriso. Apenas um. Dado com vontade, sem esperar retorno nenhum. Assim de repente, ao acordar e olhar para o/a companheiro(a), acrescido de um bom dia. Ou ao entrar no elevador e encontrar aquele seu vizinho de cara amarrada. Ou no trânsito parado. Ou em qualquer lugar, a felicidade se inicia com um sorriso.

Consolida-se com a percepção do todo. No lugar de acordar apressado, pensando no quão terrível pode ser aquele dia, iniciá-lo com a expectativa de boas novas. Olhar-se no espelho com os olhos da criança adormecida em você. Os mesmos olhos que contemplaram um arco-iris pela primeira vez. 

A felicidade é construida de dentro para fora. Não adianta esperar que o outro, ou que a vida, lhe entregue assim em uma bandeija. Você tem que acreditar nela. Vivenciá-la em atos e falas. Pensar na resposta, antes mesmo da pergunta ser formulada. 

E preciso, também, esquecer o que poderia ter sido e se concentrar no que já é, mas principalmente, acreditar no que ainda estar por vir. Descobrir a importância dos sonhos e no caso, de tê-los esquecido, relembrar cada um que tenha sonhado um dia. Perceber que tocar não pode ser tão dificil. Que um abraço é o que temos de mais forte. Cabendo a nós o primeiro movimento. 

Enxergar o outro, não com os olhos embotados de desconfianças e insinuações. Mas livre do medo e das idéias pré-concebidas. Para ser feliz é necessário acreditar. No outro, na gente e na vida.

Embora isso possa parecer um manual prático de como ser feliz, não é. Por que a felicidade não se vende em supermercados ou livrarias. Não existem regras para ser feliz. Pois é uma decisão que cabe única e exclusivamente a nós mesmos. E de nada vale livros de auto-ajuda se nós não estamos dispostos a apostar na sua existência. É preciso ao acordar exclamar bem alto, para que até você mesmo ouça: Eu quero ser Feliz. E é assim, acreditando nisso, que a felicidade entrará em nossas vida.

3 de out de 2010

O Desejo

Um dia, Ela achou uma lâmpada. Assim, bem parecida com a do tal Aladim. Imaginação fértil. Pensou: - Por que não? E tratou de esfregar a belezinha. Já imaginando desejos realizados. 

E dai, que apareceu uma Gênia semi-nua com cara de num-tô-afim-de-conversa, mas tradição é tradição e a gênia mal-humorada tinha que satisfazer um desejo dela.- Apenas um?! - Ela quis saber. Revoltada com a enganação dos contos de fadas. - E fique feliz, porque se tivesse pego a lâmpada que foi deixada lá atrás, você é que teria que satisfazer os desejos de um gênio. 

Não tendo outra alternativa, começou a pensar no que queria. Dinheiro? Isso seria bom, com dinheiro se pode ser/ter tudo. Mas tem também a violência, os interesseiros, o tédio... Pensando bem, era melhor pedir outra coisa. Podia pedir para ser a mulher mais bonita do mundo. Nãaaaao... ela ficaria muito triste com a velhice, quando perceberia que a beleza é algo efêmero. Um homem! Claro, ela pediria o homem da sua vida.

- Então, já escolheu o desejo? - Sim, escolhi. Eu quero um homem lindo, alto, sexi, inteligente, simpático, hetero, rico, que goste de cozinhar e de fazer compras em shoppings, que odeie futebol e curta documentários sobre as borboletas em extinção no paquistão, que saiba se expressar bem, fiel, que leia de Paulo Coelho até Joice, que seja sensível, mas ao mesmo tempo seja másculo. Que adore sexo e prefira dar a receber prazer. Que saiba se vestir e ache todas essas modelos magérrimas horrorosas e que nunca, nunca coce o saco na minha frente, ou peide, arrote, ou cutuque o nariz. E que jamais, é isso é imprecindível, acompanhe a bunda de uma mulher, mesmo quando eu não estiver presente. Está feito o pedido. Pode mandar!

- Toma.
- Mas, isso aqui é uma almofada?! Não é o meu pedido! 
- Tem razão, é melhor um travesseiro...
- Como?
- Ora, querida, com um pedido desse, é melhor você esperar sentada, ou melhor deitada, por que milagre é com outro departamento.

1 de out de 2010

Por Um Fio

Outro dia a @lilahleitora fez um post sobre coisas que a irritavam. Concordei com quase tudo e ainda acrescentei meia dúzia de itens. Mas, sabe de todas as coisas irritantes desse mundo, a que mais me tira do sério, mais me deixa angustiada e com vontade de gritar. São as promessas não cumpridas.  Não se comprometa comigo se não pretende cumprir.

Ou se viu que por algum motivo, não vai dar para fazer o combinado, avise. Sério! Sofro de ansiedade quase patológica. E costumo planejar tudo, esquema escrito no papel, passo-a-passo. Promessas não cumpridas me baratinam a alma. 

Quer virar meu inimigo? Crie em mim expectativas e ignore-as.  Nessas horas a vontade que tenho é deixar baixar  #aloka (by @btoporcov) com todo seu potencial de fúria.